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    Money Times·22 de set., 14:52

    Itaú BBA corta preço dessa ação agro de olho nos juros; ainda vale comprar?

    A Camil (CAML3) segue como uma das apostas do setor de alimentos e agronegócio do Itaú BBA , mesmo diante de um cenário de juros elevados. No entanto, os analistas reduziram o preço-alvo da companhia para R$ 7 por ação ao fim de 2026 , ante R$ 8 anteriormente, mas mantiveram a recomendação de outperform (equivalente à compra), com potencial de valorização de 36,7%. De acordo com o banco de investimentos, a redução do preço-alvo reflete principalmente a expectativa de que os juros permaneçam elevados por mais tempo no Brasil, o que deve continuar pressionando as despesas financeiras da Camil.

    Além disso, o BBA destaca que a companhia encerrou o primeiro trimestre fiscal de 2026 com um nível de alavancagem considerado elevado, ainda que os analistas apontem que parte desse movimento seja explicada pela sazonalidade do capital de giro. Na avaliação do banco, o comportamento da ação tende a ficar cada vez mais associado às perspectivas para o ciclo de juros brasileiro . Ao mesmo tempo, a recente recuperação dos preços do arroz pode servir como um importante impulsionador dos resultados nos próximos trimestres.

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    Além disso, um eventual episódio de El Niño de forte intensidade poderia limitar ainda mais a oferta no Sul do Brasil, região responsável por grande parte da produção nacional, elevando os preços e reforçando a tese de investimento baseada no momentum operacional. Caso essa tendência se mantenha, a expectativa do BBA é de uma aceleração dos resultados ao longo do ano fiscal de 2026. Riscos para a tese Apesar da melhora no mercado de arroz, o banco considera que os desafios financeiros permanecem relevantes.

    Os resultados do ano fiscal de 2025 ficaram abaixo das expectativas dos analistas do banco, levando à revisão para baixo das projeções de receita para 2026. Além disso, o ritmo dos futuros cortes da taxa de juros deve ser determinante para a evolução do resultado financeiro e da geração de caixa da companhia. O BBA também observa que a Camil se tornou uma espécie de “beta” dentro da cobertura de agronegócio e alimentos e bebidas, ou seja, uma ação mais sensível às mudanças no cenário macroeconômico, especialmente em relação à trajetória dos juros.

    Valuation Embora a recomendação positiva tenha sido mantida, os analistas avaliam que o múltiplo de preço sobre lucro (P/L) de curto prazo está acima da faixa histórica de negociação da companhia. Ainda assim, a expectativa é de que esse indicador recue nos próximos períodos, à medida que a recuperação dos preços das commodities agrícolas contribua para o crescimento do lucro por ação (LPA). Com isso, a tese de investimento para a Camil passa a depender de dois fatores principais: a continuidade da alta dos preços do arroz , favorecendo os resultados operacionais, e um ambiente de juros mais positivo, que ajudaria a aliviar a pressão sobre o lucro e a geração de caixa.

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