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    Money Times·03 de nov., 21:32

    Itaú (ITUB4) tem lucro de R$ 12,6 bilhões e ROE de 23,6% no 3T26; veja os detalhes do balanço

    O Itaú Unibanco (ITUB4) manteve a rentabilidade em um patamar elevado no terceiro trimestre de 2026 (3T26), mesmo com os primeiros sinais de pressão na inadimplência. O maior banco privado do país registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,6 bilhões , alta de 6,7% na comparação anual e de 2,5% frente ao trimestre anterior. O resultado veio praticamente em linha com as expectativas do mercado, que projetava lucro médio de R$ 12,584 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg .

    “A consistência dos nossos resultados reflete uma estratégia de longo prazo, sustentada pela disciplina na gestão, pela concessão responsável de crédito e pela qualidade da nossa carteira. Seguimos crescendo com rentabilidade, ao mesmo tempo em que mantemos investimentos sólidos e contínuos em tecnologia e inteligência artificial, fundamentais para ampliar nossa capacidade de servir cada vez melhor os clientes”, afirmou Milton Maluhy Filho , CEO do Itaú Unibanco , em nota. O desempenho ganha relevância em uma temporada de balanços marcada por resultados mais fracos entre alguns dos principais concorrentes.

    No 3T26, o Itaú voltou a mostrar uma distância expressiva em relação aos pares. p. frente ao segundo trimestre.

    Ainda assim, a rentabilidade permaneceu bem acima da registrada pelos concorrentes. O Santander encerrou o período com ROE de 11,9%, enquanto o Bradesco fechou o trimestre em 16,1%. Crescimento do crédito e inadimplência seguem no radar A carteira de crédito ampliada do Itaú cresceu 10,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e avançou 2,2% frente aos três meses anteriores, alcançando R$ 1,54 trilhão.

    Segundo o banco, a expansão foi impulsionada principalmente pelo crédito imobiliário — segmento em que a instituição é o maior banco privado em participação de mercado —, pelo consignado e pelo avanço dos empréstimos para pequenas e médias empresas (PMEs), especialmente por meio de linhas ligadas a programas governamentais. O crescimento veio acompanhado, porém, de uma leve piora nos indicadores de inadimplência . Os calotes acima de 90 dias (NPL) avançaram 0,1 ponto percentual tanto na comparação anual quanto na trimestral, encerrando setembro em 2%.

    Embora a variação seja moderada, o movimento chama atenção em um momento em que a qualidade das carteiras de crédito está no centro das preocupações dos investidores com o setor bancário. As provisões para perdas com crédito (PDD) , recursos reservados para cobrir eventuais calotes, cresceram 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado, somando R$ 10,7 bilhões. Já o custo do crédito aumentou 10,2% na comparação anual e 2,7% frente ao trimestre anterior, totalizando R$ 10,4 bilhões.

    Outros destaques do balanço do Itaú (ITUB4) no 3T26 A margem financeira — que reúne os resultados das operações de crédito e de tesouraria — terminou o trimestre em R$ 34,6 bilhões, avanço de 7,8% sobre um ano antes. “Além do maior volume de crédito concedido, contribuíram para esse resultado, principalmente, o maior número de dias no período e a maior receita com operações estruturadas no atacado. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo mix de produtos, refletindo o crescimento das carteiras com garantia, e pela compressão dos spreads de ativos, atenuada pelo maior volume na margem de passivos”, diz o Itaú.

    A margem financeira com clientes registrou alta de 6,9% na base anual e de 2,6% frente ao trimestre anterior, encerrando o período em R$ 33,3 bilhões. Já a margem financeira com o mercado , que reflete o desempenho das operações de tesouraria, saltou 46,9% na comparação anual e 42,3% na trimestral, para R$ 1,3 bilhão. As receitas com prestação de serviços ficaram praticamente estáveis no trimestre, com tímida expansão de 0,2% frente ao trimestre passado e leve contração de 0,1% na comparação anual, atingindo R$ 11 bilhões.

    Segundo o banco, o crescimento das receitas com administração de recursos — tanto em fundos quanto em consórcios — e emissão de cartões ajudou a compensar parcialmente a retração das receitas de banco de investimento, principalmente com emissões de títulos de renda fixa. Do lado das despesas, os gastos não decorrentes de juros avançaram 2,4% frente ao trimestre anterior e 1,7% na comparação anual, encerrando o período em R$ 17,1 bilhões. O controle dos custos segue como um dos fatores importantes para sustentar a rentabilidade do banco.

    Guidance revisado Junto ao balanço, o Itaú revisou uma das linhas do guidance estipulado para 2026. Devido à mudança na trajetória da taxa de juros de longo prazo, o banco alterou a projeção da alíquota efetiva de IR/CS em 2026 para entre 28,0% e 29,0%, contra uma faixa anterior de 29,5% a 32,5%. Veja como fica o guidance do Itaú: Indicador Original Atual Carteira de crédito total Crescimento entre 5,5% e 9,5% Mantido Carteira de crédito – Brasil Crescimento entre 6,5% e 10,5% Mantido Margem financeira com clientes Crescimento entre 5,0% e 9,0% Mantido Margem financeira com o mercado Entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões Mantido Custo do crédito Entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões Mantido Receita de prestação de serviços e resultado de seguros Crescimento entre 2,0% e 5,0% Mantido Despesas não decorrentes de juros Crescimento entre 1,5% e 5,5% Mantido Alíquota efetiva de IR/CS Entre 29,5% e 32,5% Entre 28,0% e 29,0% *Conteúdo em atualização.

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