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    Money Times·21 de set., 16:20

    ITUB4, BBDC4 e BBSA3: Dois bancos para ter e um para manter distância, segundo BofA

    O Bank of America elegeu seus melhores bancos para ter na América Latina, e o Brasil aparece com dois nomes: Itaú ( ITUB4 ) e Bradesco ( BBDC4 ). Segundo os analistas, a dupla tem condições de entregar bons números pela frente. Mesmo assim, eles não descartam os riscos.

    “O Brasil enfrenta uma perspectiva de crescimento mais moderada antes das eleições presidenciais de outubro, embora possa se recuperar com a queda das taxas de juros”, afirmam. Ainda assim, os analistas acreditam que os lucros devem se manter altos no próximo ano. Atualmente, o BofA prevê cortes de 25 pontos-base na taxa básica de juros em cada reunião até o final de 2027, levando a taxa Selic de 13,75% atualmente para 13,25% até o final de 2026 e 11,25% até o final de 2027.

    ” Mais do que isso, os bancos brasileiros, junto com os mexicanos, são os que apresentam maior desconto no múltiplo P/L (preço sobre lucro). Por outro lado, são os argentinos que parecem estar com a avaliação mais atrativa da região, “embora as lembranças da volatilidade pré-eleitoral do ano passado ainda estejam frescas e possam manter o sentimento dos investidores cauteloso no curto prazo”. Dividendos altos Quando o assunto é dividendo, os brasileiros e mexicanos saem na frente, sustenta o BofA, com rendimentos em torno de 7% e 6%, respectivamente, contra aproximadamente 5% para os bancos andinos e 2% para os bancos argentinos.

    Nessa seleção, o BofA diz que prefere o Itaú devido à sua rentabilidade, ao balanço sólido e à excelência na execução, enquanto permanece cético em relação ao Banco do Brasil devido às pressões sobre a qualidade dos ativos. Na semana passada, o BofA reafirmou a recomendação de venda para o papel, com preço-alvo de R$ 20, ante R$ 21 anteriormente. Com isso, espera que a ação caia 11%.

    Para o banco, o BB vai frustrar, com lucro de R$ 17,6 bilhões em 2026, abaixo do piso da faixa de projeção da própria instituição, de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões. A revisão reflete a necessidade de maiores despesas com provisões, diante da piora da qualidade dos ativos, que já não está restrita ao setor rural. Bradesco é compra O BofA também considera o Bradesco atraente, dado seu potencial de recuperação e seu perfil de risco-retorno.

    Segundo o relatório, os principais riscos são um crescimento da carteira de crédito acima das projeções, um impacto menos negativo do que o esperado das altas da Selic sobre o Market NII e despesas com provisões menores do que o previsto. ]]>

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