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    J&F, dos Batista, se prepara para virar companhia aberta e ampliar acesso ao mercado de dívida
    InvestNews·18 de set., 22:23

    J&F, dos Batista, se prepara para virar companhia aberta e ampliar acesso ao mercado de dívida

    A J&F , dos irmãos Joesley e Wesley Batista , está se preparando para se tornar oficialmente uma companhia aberta no Brasil, em um movimento que pode ampliar seu acesso ao mercado brasileiro de dívida, apurou o InvestNews . O grupo pediu à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) registro na categoria B, que permite a negociação de títulos de dívida, como debêntures e notas comerciais, mas não de ações da companhia. O pedido foi protocolado na última segunda-feira (14) e está em análise pela autarquia.

    Leia também Negócios Carne, celulose, energia nuclear: como a J&F, dos Batista, virou o maior conglomerado do Brasil Negócios Joesley Batista voltou para as redes sociais – e quer falar com você A iniciativa ocorre depois de a J&F captar US$ 400 milhões no exterior com a emissão de bonds , em abril deste ano. O movimento acompanha uma reorganização em curso que vem transformando a antiga holding de investimentos em um conglomerado industrial com gestão financeira centralizada. O grupo reúne negócios como Âmbar Energia , Eldorado Brasil Celulose , LHG Mining e Flora , de higiene e cosméticos, além da participação no controle da JBS.

    A companhia de alimentos, listada hoje na Bolsa de Nova York, ficou fora do plano de incorporações e mantém estrutura societária e governança próprias. Categoria B A J&F já emite dívida no Brasil como companhia fechada. Em dezembro de 2024, por exemplo, captou R$ 1 bilhão em debêntures em uma oferta destinada exclusivamente a investidores profissionais.

    O registro na categoria B pode ampliar o público das futuras captações, ao mesmo tempo que submete a empresa às exigências de divulgação de informações de uma companhia aberta. Além de permitir a negociação de títulos de dívida, o registro, se aprovado, sujeitará a J&F às obrigações de divulgação de informações previstas pela CVM. Entre elas estão demonstrações financeiras, informações trimestrais e o formulário de referência, documento que detalha os negócios, os riscos e a estrutura da companhia.

    A. em fevereiro . Na ocasião, a companhia apresentou a mudança de nome – antes se chamava J&F Investimentos – e um plano para incorporar negócios integralmente controlados e integrar sua gestão financeira.

    O que muda? A mudança vai além do nome. A J&F está incorporando empresas que antes controlava por meio de participações acionárias.

    A Âmbar, por exemplo, passou a ser a unidade de energia da própria J&F: mantém uma equipe para tocar o negócio, mas seu presidente responde ao CEO do conglomerado. O dinheiro também passa a ser administrado de forma conjunta. A J&F centraliza a captação de recursos e sua distribuição entre os negócios incorporados, avaliando as necessidades de cada operação.

    Ao reunir diferentes fontes de receita e garantias de empresas do grupo, a J&F pode conseguir juros menores do que cada negócio obteria ao captar recursos por conta própria. O processo também incluiu mudanças na governança, com um conselho de administração de sete integrantes, quatro deles independentes, e um conselho fiscal formado por três membros independentes. Novos caminhos dos Batista A reorganização também ajuda a entender a divisão dos investimentos dos Batista entre a J&F e a Globe Investimentos , o family office de Wesley e Joesley.

    A entrada dos investidores que compraram os bonds reforçou o foco da J&F em negócios maduros e geradores de caixa. Outras apostas dos controladores passaram a ficar sob o guarda-chuva da Globe. Foi por esse veículo que os irmãos fecharam o acordo para comprar a fabricante de equipamentos militares Avibras , aprovada recentemente pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) .

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