SJX NEWS

    forbes.com.br

    Forbes Brasil

    SJXNEWS
    Jogos Vorazes na Vida Real: 2,1% das Terras dos EUA Destinadas Ao Álcool Poderiam Acabar a Fome no Mundo
    Forbes Brasil·23 de set., 07:58

    Jogos Vorazes na Vida Real: 2,1% das Terras dos EUA Destinadas Ao Álcool Poderiam Acabar a Fome no Mundo

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Os Estados Unidos devem cultivar lavouras para transformá-las em álcool destinado a combustíveis e bebidas ou deve produzir alimentos? Essa é a questão fundamental apresentada por um novo estudo publicado na Land Use Policy, revista científica internacional, da Elsevier, dedicada a estudos sobre uso da terra, planejamento territorial, agricultura, meio ambiente, desenvolvimento rural e políticas públicas relacionadas ao território.

    Apesar da ampla quantidade de pesquisas sobre os impactos negativos do álcool na saúde e sobre a insegurança alimentar, poucos estudos avaliaram quantitativamente o custo de oportunidade de destinar terras agrícolas à produção de álcool em vez da produção direta de alimentos para consumo humano. Este novo estudo estima os possíveis benefícios para a saúde pública e para a segurança alimentar da mudança de finalidade das terras agrícolas dos EUA utilizadas para a produção de álcool, quantificando o número de vidas humanas envolvidas. O estudo estima o número potencial de vidas humanas que poderiam ser salvas anualmente no país com a mudança de finalidade das terras agrícolas atualmente destinadas à produção de álcool, passando a utilizá-las para o cultivo direto de alimentos destinados ao consumo humano.

    Para essa redistribuição do uso da terra, o estudo desenvolve um novo método ao determinar a área agrícola vinculada à produção de álcool, o rendimento calórico e a quantidade de pessoas que poderia ser alimentada em quatro cenários: 1 – vidas salvas pela redução dos danos relacionados ao álcool por meio da eliminação do consumo de álcool; e 2 – vidas adicionai s que poderiam ser sustentadas pelo aumento da disponibilidade de calorias provenientes de culturas alimentares produzidas nas mesmas terras atualmente destinadas ao lúpulo, uvas, cevada e milho, considerando dois cenários, inclusive o milho utilizado para a produção de etanol combustível: 2a) consumir diretamente os alimentos, em vez de convertê los em álcool; e 2b) replantar as áreas com culturas alimentares de maior produtividade. Os resultados mostram que converter uma pequena parcela das terras destinadas ao álcool nos EUA poderia reduzir a fome mundial Os resultados do estudo são bastante impressionantes. A eliminação da produção de álcool para consumo nos Estados Unidos poderia evitar aproximadamente 178 mil mortes por ano.

    Esse número de vidas salvas, no entanto, foi pequeno quando comparado às implicações para a segurança alimentar. Os resultados mostraram que a conversão das terras agrícolas dos Estados Unidos destinadas à produção de álcool para o cultivo de batata, conforme o cenário 2b, oferece a maior capacidade potencial de alimentação humana, estimada em 641,65 milhões de pessoas por ano, mais de 50% acima do cenário de referência no qual as culturas utilizadas para produzir álcool seriam consumidas diretamente. Colocando isso em contexto , significa que apenas 2,1% das áreas agrícolas dos Estados Unidos relacionadas à produção de álcool precisariam ser convertidas para eliminar completamente as mortes relacionadas à fome em todo o mundo .

    Com pequenas mudanças no uso da terra, eliminando o consumo de álcool em favor da produção de alimentos, políticas de saúde pública poderiam eliminar a morte por fome no mundo e salvar milhões de vidas todos os anos. Embora o número de mortes humanas relacionadas aos efeitos do álcool sobre a saúde seja muito menor do que a quantidade de vidas que poderiam ser salvas com a produção de alimentos, talvez seja o momento de fazer uma nova análise rigorosa da indústria do álcool como um todo e verificar se ela consegue justificar seus custos. São necessários mais estudos para determinar como estruturar incentivos econômicos capazes de estimular essa transição da produção de álcool para a produção de alimentos.

    Um ponto evidente para começar seria simplesmente deixar de subsidiar a produção de álcool. 470/tonelada de CO₂ evitada), emite cerca de 24% mais carbono do que a gasolina que substitui quando se contabilizam as mudanças no uso da terra e ocupa 12,14 milhões de hectares, uma área equivalente à do Estado de Nova York , para fornecer uma quantidade de energia que a energia solar produz utilizando apenas 3,2% dessa área. Isso nem sequer inclui todos os outros benefícios da energia solar.

    Publicado originalmente em Forbes EUA O post Jogos Vorazes na Vida Real: 2,1% das Terras dos EUA Destinadas Ao Álcool Poderiam Acabar a Fome no Mundo apareceu primeiro em Forbes Brasil . ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Forbes Brasil