Jornalista Eduardo Sotto Mayor morre aos 36 anos depois de AVC hemorrágico
O jornalista Eduardo Sotto Mayor morreu, aos 36 anos, depois de quase dois meses de internação em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Ele sofreu o AVC em 4 de setembro e passou por procedimentos médicos até a confirmação da morte encefálica, na última quarta-feira, 28. Ele estava internado em São Paulo .
Eduardo era natural de Taquaritinga, no interior paulista, e viveu durante grande parte da vida em São Carlos, onde desenvolveu a carreira na comunicação. Deixa o marido, Marco Antônio Camillo, além de familiares e amigos. A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), instituição à qual o jornalista esteve ligado por mais de dez anos, lamentou a morte.
Em homenagem publicada nesta sexta-feira, 30, a equipe de comunicação da universidade relembrou a atuação do jornalista na divulgação científica, na assessoria de imprensa e na Rádio UFSCar FM, onde ocupou o cargo de coordenador de jornalismo . A trajetória de Eduardo na universidade começou em 2010, quando ingressou como estagiário na rádio universitária. Nos anos seguintes, trabalhou na Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI UFSCar) e na Coordenadoria de Comunicação Social (CCS).
Eduardo teve longa relação profissional com a UFSCar. Entre março de 2021 e fevereiro de 2026, atuou em diferentes áreas de comunicação da Fundação de Apoio Institucional (FAI UFSCar), ao participar da divulgação de pesquisas científicas, da produção de notícias e do relacionamento com a imprensa. A última função na carreira foi na Rádio UFSCar FM, onde havia começado como estagiário, em 2010.
Anos depois, retornou à emissora como coordenador de jornalismo, responsável pela equipe editorial e pela definição de pautas. A equipe de comunicação da universidade destacou o cuidado com que o jornalista conduzia as entrevistas e o relacionamento com os colegas. Na homenagem, lembrou o rigor profissional dele, o bom humor e a maneira respeitosa como tratava as pessoas com quem trabalhava.
Da televisão à comunicação corporativa Ao longo de 18 anos de atividade profissional, Eduardo trabalhou em diferentes áreas do jornalismo. Foi repórter e produtor da TV Record em cidades do interior de São Paulo e atuou como âncora da Rádio CBN em São Carlos. A experiência na comunicação institucional também ocupou parte da trajetória dele.
Durante os anos em que esteve ligado à UFSCar, trabalhou com assessoria de imprensa, produção de notícias e divulgação de pesquisas desenvolvidas na universidade. Mais recentemente, Eduardo passou a atuar na CDI Comunicação, onde produzia roteiros e discursos executivos para projetos relacionados ao Google Cloud. O trabalho incluía conteúdos destinados a eventos sobre tecnologia, inovação e negócios.
Despedida em Taquaritinga e São Carlos As cerimônias de despedida foram marcadas para esta sexta-feira 30, em duas cidades do interior paulista. O primeiro velório ocorreu no Velório Cristo Rei, em Taquaritinga, das 14h às 16h. Depois, o corpo seguiu para São Carlos, onde familiares e amigos puderam prestar as últimas homenagens no Memorial Sinsef, das 18h às 20h.
A programação divulgada pela família previa a cremação em Piracicaba, depois as cerimônias. Em nota de falecimento publicada pelo Grupo Sinsef, os familiares agradeceram às pessoas que fizeram parte da vida de Eduardo e recordaram os momentos compartilhados com o jornalista. Ao longo de 18 anos de atividade profissional, Eduardo trabalhou em diferentes áreas do jornalismo | Foto: Reprodução/EPTV AVC hemorrágico e doação de órgãos Eduardo sofreu um AVC hemorrágico em 4 de setembro.
Esse tipo de acidente vascular cerebral ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe e provoca sangramento no cérebro. O AVC hemorrágico é menos frequente que o isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, mas apresenta risco elevado de morte e sequelas. Entre os sinais de alerta de um AVC estão fraqueza repentina em um dos lados do corpo, dificuldade para falar, alterações na visão, tontura e dor de cabeça súbita e intensa.
O atendimento médico imediato é fundamental para reduzir o risco de complicações. No caso de Eduardo, a internação durou quase dois meses. Depois da confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação dos órgãos.
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