José Guimarães diz que “Lulinha Paz e Amor” foi erro e pede reação
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a estratégia inicial da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição foi um erro e defendeu uma postura mais agressiva contra o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro . 2026), Guimarães disse que os programas eleitorais de Lula foram inicialmente muito amenos e que a estratégia do “Lulinha Paz e Amor” não seria adequada à atual disputa presidencial. “Foi a ideia de ‘Lulinha e o Paz e Amor’, os programas (do horário eleitoral) muito amenos.
Essa tese não serve para essa disputa, para a realidade política e eleitoral do Brasil. É mostrar e comparar e ir para cima, destruir a imagem do nosso adversário”, declarou. Segundo Guimarães, a campanha trabalha para desconstruir a imagem de Flávio como um candidato menos radical que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro disse que o senador construiu uma imagem de “bom moço” e afirmou que Flávio seria mais radical nas áreas econômica e social. “É fundamental, estamos trabalhando muito para desconstruir essa imagem de bom moço. Ele é um péssimo moço.
Ele não tem nada para oferecer ao Brasil” , afirmou. Guimarães também afirmou que a campanha de Lula demorou a ganhar força, mas avaliou que houve uma mudança nas últimas semanas. “Demorou.
Nesses últimos 20 dias engrenou. Tanto é que nas pesquisas nós interditamos o crescimento do adversário, passamos a ter um diálogo mais forte com o Brasil real e começamos a falar do futuro”, disse. BETS Na entrevista, o ministro afirmou que o governo discute endurecer as regras sobre as bets e mencionou inclusive a possibilidade de proibição das plataformas.
“Esse debate está acontecendo. Ou acaba totalmente ou faz uma coisa mais para regulamentar. O presidente fala da destruição das famílias e diz que o nosso governo está agindo com firmeza para regulamentar, fiscalizar e combater os abusos dessas plataformas.
Virou uma doença que atinge as famílias”, disse. Questionado sobre a responsabilidade do governo, que regulamentou o mercado de apostas, Guimarães disse que havia resistência política a medidas mais duras e afirmou que a situação atual exige mudanças. “Quando nós discutimos esse tema, havia uma opinião majoritária contrária a regulamentar, a impedir as bets.
” O ministro reconheceu ainda que a fiscalização não foi suficiente para conter as irregularidades no setor. STF Guimarães também criticou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ao comentar a crise na Corte e a defesa feita por Flávio Bolsonaro do afastamento do ministro Alexandre de Moraes. “Ele devia propor o afastamento do Mendonça também, que se transformou em cabo eleitoral dele no Supremo”, afirmou.
O ministro afirmou que Lula defende a apuração das suspeitas envolvendo integrantes do STF e que o presidente não pretende proteger ninguém. Disse ainda que Moraes teve papel relevante para impedir a tentativa de golpe e assegurar o resultado das eleições. ESCALA 6 X 1 Guimarães afirmou que há expectativa de votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6 X 1 entre o 1º e o 2º turno das eleições.
“Votar entre o primeiro e segundo turno e vamos fazer de tudo para votar. A nossa expectativa é que Alcolumbre vote entre os dias 5, 6, 7 ou 8 (de outubro), porque o Brasil precisa disso. Não tem nada a ver com o eleitoral, não, é a necessidade do Brasil.
Nós temos maioria para aprovar” , declarou. A declaração se refere ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). CENTRÃO Sobre uma eventual disputa de 2º turno, Guimarães afirmou que pretende negociar o apoio de partidos do Centrão e defendeu a formação de uma frente contra Flávio.
“São ambientes de política e especulação, tudo é especulação. Nós temos boa relação. Vamos dialogar, vamos para o segundo turno e a gente senta com eles todos para buscar uma ampla frente democrática contra o retrocesso.
Eu posso assegurar que eu não deixarei essa peteca cair”, declarou. O ministro disse ainda que uma eventual nova frente ampla deveria se refletir na composição do governo. “Tem que necessariamente se refletir, tem que rediscutir a composição de governo, quais partidos vão integrar.
Tem que ter casamento, não pode ser paquera”, afirmou. Segundo Guimarães, partidos que integrem uma eventual coalizão precisam assumir integralmente a participação no governo. Leia mais: 2º turno: Lula soma 47,7% e Flávio tem 47,4%, diz AtlasIntel Saiba como estão Lula e Flávio nas últimas pesquisas para presidente Sem Lula nem Flávio, “Record” cancela debate do dia 27 Saiba quais temas Lula e Flávio mais abordam em posts no Instagram ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Poder360 →