Jovem encontrada morta no CE: perícia descarta sinais de violência ou luta
A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) concluiu que não houve sinais de violência ou luta na morte de Isabelle Caracristi , de 22 anos, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A conclusão foi apresentada nesta quarta-feira (23), durante uma coletiva conjunta da Polícia Civil e da Perícia Forense sobre a investigação da morte da jovem. A estudante de direito foi encontrada morta no último dia 13, no condomínio em que morava com o namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos.
A conclusão da perícia aponta que a jovem de 22 anos se lançou do rooftop do prédio. No entanto, o namorado permanece preso preventivamente e é investigado por possível violência psicológica, indução ou instigação ao suicídio e eventual obstrução da investigação. Leia Mais “Esse cara é um louco”, diz áudio atribuído a Isabelle antes da morte Polícia prende namorado investigado pela morte de estudante no Ceará Polícia Civil investiga morte de estudante de direito em condomínio no CE Hipóteses descartadas A análise do apartamento onde Isabelle morava com João não identificou sinais de arrombamento, desordem ou luta corporal.
Também não foram encontradas , no corpo da estudante, lesões de defesa, sinais de esganadura ou marcas de agressões físicas anteriores à queda. Segundo os investigadores, o material das câmeras de vídeo –– quase 700 arquivos de vídeo –– foi considerado íntegro e não apresentou sinais de adulteração. No entanto, o rooftop, ponto onde Isabelle caiu, e as escadas de emergência do edifício não tinham equipamentos de videomonitoramento.
Os exames toxicológicos e alcoólicos deram resultado negativo para álcool e drogas ilícitas, sendo identificado apenas carisoprodol, um relaxante muscular que, segundo a família, já fazia parte do uso prévio da estudante. Conclusões dos laudos O exame necroscópico da vítima apontou politraumatismo como causa da morte . Além disso, a jovem teve a perna direita amputada na queda.
Segundo a Pefoce, a lesão que provocou a amputação também foi consequência do impacto, quando o corpo atingiu o gradil da estrutura. Os cálculos realizados pelos peritos indicam que Isabelle percorreu uma trajetória de queda predominantemente vertical, com duração aproximada de três segundos até o impacto contra o solo . Namorado é investigado Apesar da conclusão pericial sobre a dinâmica da queda, a Polícia Civil afirma que a investigação ainda precisa esclarecer o que aconteceu antes da morte e se João teve participação nos acontecimentos que antecederam a queda.
Segundo os investigadores, depoimentos apontam para um relacionamento marcado por controle , isolamento e possíveis episódios de violência psicológica. A polícia também apura informações relacionadas à vida financeira do casal, incluindo o uso de cartões da estudante e possíveis d ivergências entre os dois. A investigação considera a possibilidade de enquadramento das condutas em crimes como violência psicológica contra a mulher e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, previsto no artigo 122 do Código Penal.
Familiares relatam relacionamento abusivo Antes da prisão, a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, já havia relatado que era contrária ao relacionamento da filha. Segundo ela, o namoro começou em julho, quando Isabelle passou a estagiar no escritório onde João trabalhava. A mãe afirmou que percebeu mudanças no comportamento da filha e classificou o relacionamento como controlador e obsessivo.
Isorlanda também relatou que a filha passou a se afastar da família e que João teria pedido o cartão de crédito de Isabelle para realizar uma cirurgia. A mãe afirmou ainda que não foi avisada sobre a morte da filha na noite da ocorrência. Ela só descobriu o que havia acontecido no dia seguinte, quando foi ao condomínio procurar informações depois de não conseguir contato com Isabelle.
Veja: “Esse cara é um louco”, diz áudio atribuído a Isabelle antes da morte ]]>
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