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    Money Times·21 de set., 21:56

    Juros futuros fecham abaixo de 14% de olho em eleições e petróleo

    A curva de juros futuros encerrou o dia em baixa com o ambiente mais otimista no exterior e o cenário eleitoral apertado no radar dos investidores. Além disso, o recuo mais forte do petróleo aliviou as curvas de juros globais, assim como sinais de reaproximação entre Estados Unidos e China. Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 13,554% no ajuste anterior a 13,550%.

    O DI para janeiro de 2029 a mínima intradia de 13,675%, de 13,831% no ajuste de sexta-feira (18). O DI para janeiro de 2031 teve baixa de 14,035% para 13,880%. As taxas médias e longas renovaram mínimas rumo ao fim da sessão, também de olho na crise do STF.

    A maior ajuda no dia, porém, veio de fora. O que mexeu com os DIs hoje? Estrategista-chefe de mercados da Bannockburn Capital Markets, Marc Chandler, observou que esta foi a mais longa sequência de desvalorização do petróleo desde junho.

    “A queda dos preços do petróleo parece estar ajudando os títulos na Europa e EUA e o dólar a se recuperarem da semana passada, além de sustentar os mercados de ações”, afirmou. Às 17h25, a taxa da T-Note de 10 anos cedia de 4,997% a 4,954%. O movimento dos títulos soberanos também refletiu maior apetite por risco antes de novos contatos diplomáticos entre EUA e China.

    Prevista para quinta-feira, a cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping será o maior evento geopolítico da semana, avalia o diretor de pesquisa econômica do banco Pine, Cristiano Oliveira. “A reunião será um teste da capacidade dos dois governos de estabelecer acordos pontuais e administrar divergências estratégicas”, disse. Além da contribuição do exterior, o sócio e economista-chefe da Way Investimentos e professor da IBMEC-RJ e ESPM, Alexandre Espirito Santo, credita parte da distensão dos juros ao otimismo com a possibilidade de que a oposição vença o pleito presidencial no Brasil e, assim, haja um ajuste fiscal maior em 2027.

    Ainda que as pesquisas não tenham apontado novidades – a BTG/Nexus desta segunda trouxe o presidente Lula e Flávio tecnicamente empatados – o mercado tem olhado mais plataformas de apostas do exterior, nota Espirito Santo. Ao fim desta tarde, a Polymarket indicava 63% de chance de vitória do filho de Jair Bolsonaro, contra 37% do petista. “O mercado é o que é: ele olha para isso e vê uma tendência favorável.

    Também tem muita gente falando que pode ter um ‘sprint final’ para um movimento de ‘voto útil’ no primeiro turno. Por isso esse bom humor hoje [segunda-feira]”, aponta o economista. Segundo um profissional, o noticiário sobre o STF, relacionado à Lula por parte do eleitorado, também ajudou no movimento de “risk on”.

    No domingo (20), imagens reveladas pelo jornal O Globo mostraram o ministro Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de uma aeronave da Prime You, empresa ligada a Daniel Vorcaro, em 22 de agosto de 2025. Já nesta tarde, circularam no X relatos de mensagens na qual Vorcaro falava que “não dá para confiar” no ministro André Mendonça, e que teria tentado dialogar com ele, “mas não deu certo”. “Só fala em Deus”, teria criticado o banqueiro.

    Por fim, o boletim Focus trouxe queda na mediana de estimativas para a Selic terminal neste ano, de 13,75% para 13,50%, indicando que o mercado passou a projetar mais um corte em novembro, de 0,25 ponto porcentual. ]]>

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