Justiça decreta prisão preventiva de ex-presidente do Paraguai
A Justiça do Paraguai decretou neste sábado, 7, a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña. O juiz Humberto Otazú determinou que ele permaneça no Regimento de Escolta Presidencial, unidade militar localizada em Assunção. A decisão integra a investigação sobre o colapso do Ueno Bank, instituição financeira que administrava recursos públicos e atendia milhões de clientes.
O Ministério Publico acusou Peña de lesão de confiança e administração em proveito próprio. Segundo a acusação, ele teria usado o cargo de presidente para influenciar decisões de órgãos públicos e empresas estatais que mantiveram depósitos e recursos na instituição financeira, apesar de seus vínculos anteriores com o grupo controlador do banco. O magistrado justificou a prisão preventiva pela necessidade de garantir que o ex-presidente paraguaio permaneça no país durante o processo.
Também considerou as informações às quais Peña teve acesso enquanto ocupava a Presidência, inclusive sobre o sistema financeiro e o crime organizado. Ex-presidente do Paraguai nega irregularidades Peña compareceu neste sábado à sede do Ministério Público para prestar esclarecimentos. Ele estava acompanhado do advogado Ricardo Preda e optou por permanecer em silêncio durante o procedimento judicial.
Leia também: “ Lula deseja ‘pleno êxito’ a Pedro Alliana, novo presidente do Paraguai ” A defesa negou as acusações. Preda afirmou que o ex-presidente vai colaborar com a investigação e declarou esperar que o processo termine com o arquivamento do caso. Peña havia deixado a Presidência do Paraguai nesta sexta-feira, 6, depois de o Senado aprovar sua destituição em meio à crise envolvendo o Ueno Bank.
O vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do país e ficará no cargo até o fim do mandato. Investigação envolve recursos públicos O Ministério Público do Paraguai investiga a relação entre Peña e o grupo empresarial ligado ao Ueno Bank. O ex-presidente foi acionista da Ueno Holding, empresa controladora da instituição financeira, até março de 2025.
Os investigadores suspeitam que órgãos públicos e fundos previdenciários mantiveram ou ampliaram depósitos no banco durante o governo de Peña. v=nftG0P0zoa4&pp=ygUWcmV2aXN0IGFvZXN0ZSBwYXJhZ3VhaQ%3D%3D O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank no início de novembro, depois de identificar problemas nos índices de solvência da instituição. A crise comprometeu o acesso de milhões de clientes às próprias contas e levou as autoridades a organizar a devolução de recursos por meio do sistema de garantia de depósitos.
O ex-presidente do Banco Central Carlos Carvallo também foi acusado no caso. O Ministério Público atribui a ele suspeitas de lesão de confiança, produção de documentos públicos com conteúdo falso e administração em proveito próprio. A Promotoria pediu a prisão preventiva de Carvallo, mas a Justiça ainda não deliberou sobre o tema.
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