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    KPGM: Presença de mulheres nos conselhos chega a 17%
    CNN Brasil·22 de out., 23:45

    KPGM: Presença de mulheres nos conselhos chega a 17%

    A participação de mulheres nos conselhos de administração de empresas abertas brasileiras atingiu 17% em 2026, o maior patamar registrado nos últimos 13 anos. O dado é resultado de uma pesquisa da KPMG que analisou 261 companhias listadas na Bolsa de Valores. Em 2013, as mulheres ocupavam apenas 6% desses cargos, percentual que avançou para 16% em 2023 e chegou ao atual índice de 17%.

    Apesar do avanço expressivo em pouco mais de uma década, o número ainda é considerado baixo quando comparado a outros países. Brasil ainda abaixo da média internacional Fernanda Allegretti, que participou de entrevista ao CNN Money para comentar os resultados da pesquisa, destacou que o índice brasileiro fica aquém de referências internacionais. “Se você pega as grandes empresas da S&P, por exemplo, você tem mais de 34% das empresas com mulheres no conselho de administração”, afirmou.

    Ela também citou que os países da OCDE registram uma média de 29%. “Com 17% mostra que a gente ainda tem um caminho a percorrer”, pontuou Allegretti. Leia Mais Midterms pode ser problemática para déficit dos EUA, diz relatório Barclays Análise: Newcastle, petróleo e eleições precificam mercado financeiro Spotify prevê lucro no 4º trimestre acima das estimativas com apostas em IA Fatores que impulsionam a mudança Segundo Allegretti, o avanço da governança corporativa, a regulação e a pressão dos chamados stakeholders são os principais fatores que têm impulsionado a maior presença feminina nesses espaços.

    Ela ressaltou que a demanda por diversidade vai além do gênero. “Quando a gente fala de diversidade, não é só de gênero, mas também de formação, de idade”, explicou. Ela também mencionou que os próprios funcionários das empresas têm demandado mais diversidade, não apenas nos conselhos, mas na liderança como um todo.

    Barreiras culturais ainda persistem Ao ser questionada sobre os obstáculos que ainda limitam o avanço do percentual, Fernanda Allegretti apontou a cultura corporativa como um dos principais entraves. “Eu não acho que é uma questão de formar as mulheres, as mulheres já estão formadas, muitas vezes super preparadas e até mais do que os homens, porque elas sabem que elas enfrentam barreiras maiores para chegar lá”, afirmou. Para ela, o desafio está em fazer com que os próprios conselheiros e a liderança das empresas abram espaço para que as mulheres alcancem esses fóruns de decisão.

    Governança e gerenciamento de riscos A pesquisa também revelou que 96% das empresas analisadas consideram seus controles internos adequados. Allegretti ponderou que verificar essa percepção exigiria uma análise individual de cada companhia, e questionou se esse adequação contempla riscos emergentes, como ataques cibernéticos e o uso equivocado de inteligência artificial. Outro dado destacado aponta que 83% das empresas informam contar com uma área específica para gerenciamento de riscos, ante 61% em 2010.

    “As empresas estão visualizando que os riscos estão aumentando e que elas têm que se preparar para eles”, concluiu. Mais de 60% das mulheres empreendem sobrecarregadas, diz pesquisa Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas.

    O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN . Clique aqui para saber mais . ]]>

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