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    Poder360·31 de out., 02:32

    Leia a íntegra da nota do PT sobre a mobilização popular nas eleições

    2026), uma nota em que destacou a importância da mobilização popular para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2026. Leia a íntegra do documento (PDF – 85,7 kB): O pleito destacou-se pela menor abstenção desde 2006 e pela 1ª virada no 2º turno da história democrática recente. A nota também definiu prioridades para o novo mandato, como o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), a expansão da educação integral , o fim da escala 6 X 1 e a tarifa zero no transporte , além de defender reformas política e do judiciário, regulação de redes sociais e investimentos em soberania tecnológica.

    Leia a íntegra da nota do PT: “O povo brasileiro escreveu, no último domingo, mais uma página extraordinária de sua história. Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela quarta vez presidente da República, com 51,8% dos votos válidos. Foram 64 milhões de brasileiras e brasileiros que escolheram o 13, na maior votação nominal já recebida por um candidato à Presidência.

    Pela 1ª vez na história democrática do país, um candidato que chegou ao 2º turno em 2º lugar venceu as eleições. O 1ºoperário eleito presidente do Brasil tornou-se também o 1º brasileiro a promover uma virada eleitoral do 1º para o 2º turno! “Foi uma vitória construída pelo povo, com coragem, esperança e uma extraordinária capacidade de mobilização.

    Entre o 1º e o 2º turno, conquistamos mais de 10 milhões de votos, crescemos em todas as unidades da federação e viramos o resultado em mais de 100 municípios, enquanto nosso adversário conseguiu fazê-lo em apenas um. O Brasil registrou ainda o menor índice de abstenção desde 2006. Milhões de brasileiros e brasileiras decidiram que não ficariam à margem da história.

    “A grande protagonista desta vitória foi a mobilização popular. O Brasil viu florescer uma impressionante onda de participação política. A juventude ocupou as ruas, organizou grandes manifestações, reuniu multidões, mobilizou escolas e universidades e mostrou que uma nova geração está disposta a assumir seu lugar na construção do futuro do país.

    Os estudantes, com sua irreverência, criatividade e capacidade de organização, estiveram na linha de frente dessa jornada. Das grandes manifestações às brigadas de diálogo nas periferias, aos fandoms, a juventude demonstrou que a política pode voltar a ser espaço de esperança, pertencimento e transformação. Quando a democracia é ameaçada os artistas e intelectuais se posicionam porque não existe cidadania plena sem Cultura, nem democracia sem liberdade de expressão.

    “Com coragem, os idosos foram às urnas. As mulheres, a população LGBT e o povo negro também foram protagonistas desta vitória. Nas ruas, nas redes, nas comunidades, nos locais de trabalho e nas famílias se mobilizaram em defesa da democracia, dos direitos e de um futuro de mais igualdade.

    Merece destaque também o protagonismo das pessoas idosas, cuja experiência, memória histórica e trajetória de participação nas lutas sociais e democráticas foram fundamentais nessa mobilização. Da mesma forma, os povos indígenas tiveram papel relevante na defesa da democracia, da soberania nacional, dos territórios, dos direitos originários e da preservação ambiental. São sujeitos históricos e políticos indispensáveis à construção de um Brasil mais justo, democrático e plural.

    Foram vozes decisivas na defesa da vida, no enfrentamento à misoginia, ao racismo, ao preconceito LGBT e na afirmação de que não há democracia verdadeira sem a participação, a liberdade e a igualdade. “Nossa militância escreveu uma das mais belas páginas da história do Partido dos Trabalhadores. Em cada cidade, em cada bairro, nas periferias e no interior do país, milhares de companheiras e companheiros fizeram o que sempre souberam fazer: organizar o povo, conversar, escutar, convencer e transformar esperança em ação coletiva.

    A militância que nunca desistiu, que enfrentou os momentos mais difíceis da nossa história, mostrou mais uma vez sua potência. A virada nasceu das ruas, do trabalho coletivo, da generosidade e da convicção de que o Brasil vale cada esforço. “Nas redes sociais, a mobilização também foi extraordinária.

    O “Exército do Lula”, liderado por André Janones, somou-se à força da militância, dos comunicadores populares e de milhões de apoiadores, contribuindo para transformar o debate digital e enfrentar a desinformação. “Esta foi uma vitória que ultrapassou as fronteiras partidárias. Ao lado dos partidos aliados, dos movimentos populares, dos sindicatos, dos artistas, dos intelectuais e de amplos setores da sociedade civil, também setores liberais, conservadores e da direita democrática que reconheceram a gravidade da ameaça representada pela continuidade do bolsonarismo.

    Apesar das diferenças políticas, compreenderam que a defesa da democracia deveria estar acima das disputas eleitorais. “Vencemos defendendo a soberania nacional, a democracia e um projeto de desenvolvimento comprometido com a vida do povo brasileiro. Defendemos o SUS público, a educação em tempo integral, a universalização das creches, o enfrentamento à violência, a ampliação das políticas sociais, o fim da escala 6×1, a tarifa zero, e a utilização das riquezas nacionais para produzir desenvolvimento, empregos e oportunidades no Brasil.

    “Enfrentamos a mentira, o negacionismo, a violência política e as tentativas de interferência estrangeira no processo democrático brasileiro. Vamos articular o desenvolvimento nacional à distribuição de renda, à valorização dos salários, à ampliação dos direitos trabalhistas, à redução da jornada e ao enfrentamento das desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e regionais, integrando a sustentabilidade ambiental e a valorização do trabalho no campo e na cidade. “Lula foi eleito para fazer mudanças.

    O novo mandato deve abrir um ciclo de transformações estruturais, com destaque para a reforma do Sistema de Justiça, a reforma do Sistema Político-Eleitoral e a regulação democrática das grandes plataformas digitais. É preciso aprofundar a democracia, enfrentar desigualdades históricas e garantir que o desenvolvimento do Brasil se traduza em melhores condições de vida para sua população. “Vamos construir uma estratégia nacional de soberania digital e tecnológica, com investimentos em ciência, inteligência artificial e tecnologias nacionais, proteção de dados e democratização do acesso digital.

    É necessário enfrentar a dependência tecnológica e a concentração de poder das grandes plataformas, assegurando que essas transformações estejam a serviço da democracia, do desenvolvimento nacional e dos direitos da população sem fazer ajuste em cima dos mais pobres. “O povo brasileiro nos confiou mais quatro anos para governar o país. Nossa responsabilidade é fazer deste período um tempo de grandes realizações, ampliando conquistas, fortalecendo direitos e aprofundando o diálogo com a sociedade.

    Como afirmou o presidente Lula, este será um governo de muito diálogo. “Cabe ao PT ser uma ponte permanente entre o governo, os partidos políticos, os movimentos sociais e os diferentes setores da sociedade, mantendo viva a energia democrática que se expressou nas eleições. Vamos defender um governo com participação do povo nas decisões políticas, com orçamento participativo e mobilizado para garantir o programa que elegeu Lula presidente!

    “A celebração desta conquista não diminui nossa responsabilidade diante dos desafios que permanecem. A fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil apenas dois dias depois do resultado do 2º turno, em meio às denúncias e investigações de corrupção, revela a gravidade do momento político. “Flávio Bolsonaro, foragido nos EUA, escreveu uma carta se intitulando “o verdadeiro presidente”, sem reconhecer o resultado da eleição com base em falsas alegações sobre as eleições.

    Contesta o resultado de eleições legítimas, auditáveis e transparentes, que manifestaram a soberania popular para escolha de representantes para câmaras estaduais e federal, Senado, Governos e Presidência, e foram reconhecidas pelo TSE e por todos os partidos políticos, inclusive, pelo PL. “Não é a 1ª vez que a família Bolsonaro não reconhece o resultado das eleições. Em 2022, contestaram os resultados planejando uma tentativa de golpe de estado e assassinato do presidente e vice-presidente eleitos.

    Esta tentativa, desarmada pelas instituições democráticas, culminou na prisão de Jair Bolsonaro e dos militares envolvidos. Mas a tentativa, através da carta de Flávio, de conclamar a interferência externa, representa um novo degrau da reação autoritária por parte dos derrotados nas urnas. “A posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante do resultado eleitoral e de sua presença em território norte-americano também exige atenção.

    O Brasil não aceitará que interesses estrangeiros interfiram em sua democracia, nem que disputas políticas sirvam de pretexto para desrespeitar a vontade soberana do povo brasileiro, em eleições amplamente fiscalizadas e reconhecidas por sua lisura. “Também nos preocupam profundamente os episódios de violência política registrados durante os últimos dias da campanha e após a votação. No dia 24 de outubro, a vereadora Iara Pimentel, do PT de Montes Claros (MG), foi atingida por uma pedrada no rosto durante uma carreata.

    “Há denúncias de homicídios, tentativas de homicídio, agressões, ameaças e intimidações, além de graves relatos de assédio eleitoral nos ambientes de trabalho, com ameaças de demissão, perseguições e constrangimentos contra trabalhadores e trabalhadoras que votaram em Lula. É inadmissível que o exercício livre do voto, um dos direitos mais fundamentais da democracia, seja ameaçado por qualquer forma de violência ou coerção. O Ministério Público do Trabalho deve estar especialmente atento às denúncias de assédio eleitoral, atuando com rigor na investigação e responsabilização dos envolvidos.

    br, para o acompanhamento dos casos, o encaminhamento das denúncias aos órgãos competentes e a adoção das providências cabíveis. “A vitória eleitoral não encerra a tarefa de defender a democracia. Transformar a vitória eleitoral em organização popular permanente, fortalecendo os núcleos de base e os diretórios do PT, no campo e na cidade.

    Para isso, é necessário ampliar a formação política, promover plenárias territoriais, fortalecer os movimentos populares, sociais e sindicais e criar espaços permanentes de escuta e participação. “O partido deve incorporar novas formas de organização e mobilização, renovar sua comunicação e ampliar sua presença nos territórios, transformando o apoio eleitoral em força social organizada. “É fundamental preservar a participação social, fortalecer a organização popular e manter abertos os caminhos de diálogo e mobilização que tornaram possível esta conquista.

    Vamos também fortalecer o diálogo do PT com as diferentes tradições religiosas, respeitando a liberdade de consciência e a laicidade do Estado. “Construir convergências em torno da democracia, da justiça social, da solidariedade e da dignidade humana, enfrentando a intolerância religiosa e a instrumentalização da fé contra os direitos e a democracia. “Orientamos os diretórios, os movimentos sociais e as centrais sindicais a seguirem organizados, contribuindo para a defesa das instituições democráticas e para o acompanhamento da implementação do projeto aprovado nas urnas.

    “A população negra brasileira teve papel decisivo na vitória de Lula e na mobilização popular em defesa da democracia, da soberania nacional e de um país com menos desigualdades. Nas periferias, nos movimentos sociais, nas redes e nas ruas, negras e negros estiveram na linha de frente da campanha, enfrentando o racismo, a desinformação e as desigualdades que historic

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