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    Poder360·02 de nov., 22:14

    Leia a íntegra do documento sobre política fiscal de Lula

    2026) em que defende a redução da taxa de juros por meio de um ajuste progressivo de gastos e receitas, sem o que chama de “austeridade contra o próprio eleitor” . Leia a íntegra (PDF – 469 kB). O texto foi enviado à imprensa durante a apreensão do mercado financeiro sobre os rumos da política fiscal do próximo governo Lula.

    No artigo “Política fiscal para o fim de 2026 e para 2027” , Gabrielli sustenta não haver correlação forte nas últimas décadas entre o resultado primário e a curva da taxa de juros no Brasil. Para o petista, elevar o superavit primário não seria o caminho adequado para derrubar os juros. Ele afirma que, depois da reeleição de Lula, “aparentemente não há mais a onipresença do pensamento único” .

    O mercado financeiro acompanha com preocupação a trajetória da dívida pública brasileira, que chegou a 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em setembro. Desde o início do 3º mandato de Lula, o indicador acumulou alta de 11,2 pontos percentuais. O texto cita a proposta do economista André Lara Resende , que participou da elaboração do Plano Real, para criar um CMN ( Conselho Fiscal e Monetário Nacional ) com metas conjuntas de política fiscal e monetária para um período de 4 a 5 anos.

    Gabrielli defende que a ideia merece “atenção especial” . A proposta de Lara Resende estabelece reduzir a Selic ao longo de aproximadamente 12 meses, inicialmente para cerca de 7,5% ao ano, e depois estabilizá-la na faixa de 3% a 5,5% ao ano, entre a meta de inflação e o crescimento nominal potencial da economia. A sugestão exigiria uma reformulação na forma como o Banco Central define a Selic, hoje não sujeita a uma faixa de variação.

    O mercado reagiu mal à ideia. 2026), o ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou que o governo não discute adotar um tabelamento dos juros. Gabrielli foi presidente da Petrobras de 2005 a 2012.

    DÍVIDA Gabrielli minimiza os temores em relação à solvência do país. No artigo, afirma não enxergar “motivo para pânico” e apresenta como referência a dívida líquida, que desconta os ativos financeiros do setor público e está em 69,3% do PIB. Acrescenta ainda que 90% da dívida está denominada em moeda nacional e que o Brasil dispõe de reservas cambiais grandes, o que, segundo ele, afastaria o risco de insolvência.

    Em agosto, Gabrielli já havia classificado como “fake news” a avaliação de que o Brasil vive uma crise fiscal. Segundo o artigo, a alta taxa de juros é a “principal responsável” pelo crescimento da dívida pública. Gabrielli identifica os maiores vetores de pressão sobre os preços como fatores externos, entre eles a guerra dos EUA contra o Irã, e afirma não ver indícios de que “fatores de excesso de demanda sejam relevantes” no quadro atual do país.

    Eleição de Lula Ao comentar a queda da B3 (Bolsa de Valores) depois da vitória de Lula na eleição, Gabrielli atribui o movimento à surpresa do mercado financeiro com o resultado. “Mas a reação também se deveu a ausências. Não havia no discurso promessas de ajuste fiscal.

    Os portfólios financeiros precisavam ser reorganizados. A Faria Lima quer pautar o programa do presidente eleito, mesmo tendo apostado no seu adversário” , diz o texto. Gabrielli defende que eventuais reduções de despesas sejam feitas sem cortar o salário mínimo real, sem restringir o acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada) ou ao Bolsa Família e sem diminuir os pisos constitucionais da saúde e da educação.

    Entre as medidas que considera prioritárias estão a revisão de benefícios tributários considerados ineficientes, a análise de contratos públicos e a recuperação de créditos tributários de grandes contribuintes. ]]>

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