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    Lifting facial: quando rejuvenescer o rosto deixa de ser estética
    CNN Brasil·28 de set., 12:00

    Lifting facial: quando rejuvenescer o rosto deixa de ser estética

    Nos últimos anos, diferentes procedimentos para rejuvenescimento facial passaram a dividir o mesmo espaço nas redes sociais. Toxina botulínica, preenchimentos, bioestimuladores e cirurgias aparecem muitas vezes sob o grande guarda-chuva da estética facial. Essa aproximação pode criar uma percepção equivocada: a de que são apenas diferentes graus de uma mesma intervenção.

    Não são. Um lifting facial, tecnicamente chamado de ritidoplastia, é uma cirurgia. Envolve incisões, anestesia, manipulação de tecidos, recuperação pós-operatória e riscos que precisam ser conhecidos antes da decisão.

    Por isso, quando a indicação deixa de ser uma aplicação ou um procedimento minimamente invasivo e passa a envolver uma operação, a conversa sobre rejuvenescimento também precisa mudar. : entenda riscos do procedimento Cirurgia plástica: o que não te falam do antes e depois? Veja com Dr.

    Kalil Procedimento estético em jovens: saúde ou vaidade? Dr. Kalil debate O envelhecimento modifica diferentes estruturas do rosto.

    Há perda e redistribuição de volume, alterações da pele, frouxidão dos tecidos profundos e mudanças no contorno da mandíbula e do pescoço. Preenchimentos e outros procedimentos podem atuar sobre algumas dessas alterações, mas não substituem o tratamento cirúrgico quando existe flacidez significativa e indicação de reposicionamento dos tecidos. O lifting moderno também não consiste simplesmente em “puxar a pele”.

    Diferentes técnicas trabalham estruturas profundas da face, como o sistema músculo-aponeurótico superficial, conhecido pela sigla SMAS, e, quando necessário, estruturas do pescoço. O objetivo é reposicionar tecidos e tratar a flacidez evitando que toda a tensão necessária para produzir o resultado recaia sobre a pele. AO VIVO: CNN SINAIS VITAIS - DR.

    KALIL ENTREVISTA: ESTÉTICA | 30/02/2026 A evolução das técnicas permitiu buscar resultados mais naturais e adequados às características de cada rosto. Existem abordagens com diferentes extensões de descolamento e maneiras distintas de tratar os planos profundos. Isso não transforma, porém, uma ritidoplastia em um procedimento simples ou isento de risco.

    Técnica mais moderna não elimina complicações Hematoma é uma das complicações mais conhecidas do lifting facial. Também podem ocorrer infecção, alterações de sensibilidade, problemas de cicatrização, sofrimento ou necrose da pele, lesões nervosas, assimetrias e necessidade de nova intervenção. Como em outras cirurgias, existem ainda riscos relacionados à anestesia e, embora menos frequentes, eventos como trombose e complicações cardiopulmonares.

    Por isso, segurança começa antes de entrar no centro cirúrgico. A avaliação pré-operatória deve considerar idade, condições clínicas, pressão arterial, tabagismo, medicamentos utilizados, cirurgias anteriores e outros fatores capazes de modificar o risco. O planejamento também precisa definir qual técnica é adequada para aquele paciente e se a expectativa de resultado é compatível com aquilo que a cirurgia pode oferecer.

    A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica orienta que o lifting seja realizado em centro cirúrgico autorizado pela Vigilância Sanitária, com equipamentos e equipe treinada para responder a eventuais intercorrências. Essa estrutura não é um detalhe burocrático. Faz parte do procedimento.

    O rejuvenescimento facial ganhou novas fronteiras A expansão dos procedimentos estéticos da face trouxe benefícios, novas técnicas e possibilidades menos invasivas. Ao mesmo tempo, tornou mais difícil para o público perceber onde termina um procedimento relativamente simples e começa uma intervenção de maior complexidade. O debate ganhou um novo capítulo em 2026 com decisões judiciais e mudanças nas normas envolvendo a atuação odontológica em procedimentos estéticos faciais.

    A discussão jurídica ainda está em curso e envolve diferentes resoluções e recursos. Para o paciente, porém, ela chama atenção para uma pergunta que deveria existir independentemente da profissão envolvida: qual é exatamente o procedimento que será realizado, qual sua complexidade e qual formação e estrutura são necessárias para fazê-lo com segurança? Quanto mais sofisticadas ficam as possibilidades de rejuvenescimento, menos sentido faz tratar todas elas como se fossem equivalentes.

    Antes de perguntar pela técnica, pergunte por segurança Termos como deep plane, SMAS, mini-lifting e outras denominações ganharam popularidade nas redes sociais. Conhecer as técnicas pode ajudar o paciente a compreender o procedimento, mas escolher uma cirurgia pela expressão que está em alta é inverter a ordem da decisão. A indicação deve começar pela avaliação do rosto, do grau de flacidez, das estruturas que precisam ser tratadas, das condições clínicas e dos objetivos do paciente.

    A partir daí é que se define a estratégia cirúrgica. Também é importante verificar a formação do profissional, perguntar onde a cirurgia será realizada, quem será responsável pela anestesia, como será o acompanhamento pós-operatório e qual estrutura existe caso ocorra uma emergência. No caso da cirurgia plástica, a qualificação do médico e o registro de especialidade podem ser consultados nos canais oficiais dos conselhos profissionais.

    O resultado natural é uma preocupação legítima de quem procura um lifting. Mas naturalidade não pode ser o único critério para escolher onde e com quem operar. Antes de ser um procedimento estético, a ritidoplastia é um ato cirúrgico.

    E uma cirurgia segura começa muito antes da primeira incisão. *Texto escrito por Raphael Alcalde (CRM: 117245 | RQE: 84289), Cirurgião Plástico, Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Membro Brazil ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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