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    Money Times·22 de out., 21:04

    Lucro do Bradesco (BBDC4) avança a R$ 7,1 bilhões no 3T26, em linha com as expectativas

    O Bradesco (BBDC4) registrou um lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), um avanço de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ficou praticamente em linha com as expectativas do mercado, que apontavam para R$ 7,145 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg . O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) , indicador que mede a rentabilidade do banco, ficou em 16,1% , levemente acima dos 15,9% esperados pelo mercado.

    p. em relação ao terceiro trimestre de 2025. “Nosso lucro líquido cresceu mais uma vez com expansão das receitas, controle das despesas e boa gestão de risco.

    Estamos mais capitalizados, aproveitando oportunidades e investindo na organização”, afirmou o CEO do Bradesco , Marcelo Noronha , em nota. Com a performance no 3T26, o banco chega ao 11º trimestre consecutivo de melhora desde o início do turnaround . A recuperação, porém, ainda enfrenta um obstáculo conhecido: a pressão da inadimplência sobre os resultados.

    p. p Margem financeira R$ 21,372 bilhões — +14,2% +2,4% Inadimplência continua no radar do Bradesco Enquanto busca ampliar os negócios e recuperar a rentabilidade, o Bradesco ainda precisa administrar a qualidade da carteira de crédito. No terceiro trimestre, a carteira de crédito expandida cresceu 11,1% em 12 meses e 1,1% em relação ao trimestre anterior, alcançando R$ 1,15 trilhão.

    O avanço dos empréstimos, porém, veio acompanhado de uma piora nos atrasos. p. na comparação trimestral, encerrando setembro em 4,6%.

    Segundo o banco, a deterioração foi puxada principalmente pelas micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), em especial nas operações de capital de giro com garantia do governo federal. Esses atrasos responderam por cerca de metade do aumento da inadimplência total no trimestre. O Bradesco também apontou atrasos sazonais nas operações do banco John Deere, voltado ao agronegócio, que pressionaram os indicadores de crédito para pessoas físicas.

    “O ambiente macro mantém pressão na inadimplência, o que nos estimula a fazer mais ajustes finos de modelos, preços e reduzir a nossa exposição a clusters mais voláteis de clientes”, afirmou a instituição, destacando o impacto mais intenso nos segmentos de menor renda. A pressão também aparece nas despesas com provisões para perdas de crédito (PDD) , recursos reservados para cobrir possíveis calotes. No trimestre, elas somaram R$ 10,6 bilhões, alta de 24,3% em relação ao mesmo período de 2025 e de 6,6% frente ao segundo trimestre de 2026.

    p. em 12 meses. De acordo com o Bradesco, o indicador reflete tanto a expansão da carteira quanto o aumento das provisões, influenciado pela concentração de vencimentos no crédito rural e pela maior inadimplência entre pessoas físicas de menor renda.

    Outros destaques do balanço do Bradesco (BBDC4) Do lado das receitas, a margem financeira do Bradesco somou R$ 21,3 bilhões no terceiro trimestre, alta de 14,2% em relação ao trimestre anterior. O indicador reúne os resultados das operações financeiras do banco, incluindo negócios com clientes e atividades de tesouraria. A margem financeira com clientes , ligada principalmente às operações bancárias com correntistas e empresas, avançou 10,1%, para R$ 20,5 bilhões.

    Segundo o banco, o resultado foi impulsionado pelo crescimento da carteira de crédito. Já a margem financeira com o mercado , que reflete o desempenho das operações de tesouraria, alcançou R$ 875 milhões. O montante representa uma alta de 783% em relação aos R$ 99 milhões registrados um ano antes e avanço de 30% na comparação trimestral.

    Para o Bradesco, o desempenho reflete a “boa gestão de risco e a capacidade de geração de valor recorrente pela tesouraria, principalmente na mesa de produtos com risco de mercado para clientes”. ]]>

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