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    Lula criticou ‘compra do povo’ em 2022 e agora reajusta Bolsa Família a 17 dias da eleição
    Revista Oeste·18 de set., 18:16

    Lula criticou ‘compra do povo’ em 2022 e agora reajusta Bolsa Família a 17 dias da eleição

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quinta-feira, 17, um decreto que reajusta o Bolsa Família em 15,04%, a 17 dias do 1º turno das eleições. O piso do benefício sobe de R$ 600 para R$ 691, e o valor médio passa de R$ 675 para R$ 777. O impacto é de R$ 5,8 bilhões neste ano e cerca de R$ 22 bilhões em 2027, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento.

    + Entenda notícias de Política em Oeste A medida contrasta com a posição adotada pelo próprio Lula em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) elevou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 durante a campanha eleitoral. Na época, o petista classificou a concessão de benefícios próximo às urnas como "muito grave". "Muito grave" Em vídeo recuperado de 2022, Lula afirmou que não havia precedente na história do Brasil de um governo distribuir "50 e poucos bilhões de reais em benefícios que só duram até dezembro" a menos de dois meses da eleição.

    Segundo ele, a população estava recebendo os valores "por conta das eleições". ” Trata como “papel higiênico”. 2026 Lula turbina auxílio.

    com/JM2VBpo3QZ — Felipe Moura Brasil (@FMouraBrasil) September 17, 2026 O petista também disse que Bolsonaro queria "comprar o povo" com medidas de duração de apenas seis meses e tratava o eleitor como "ignorante ou gado". "Por que esse fascista pensa que o povo vai ser tratado como se fosse ignorante ou gado? Ele acha que vai comprar dando um programa para seis meses", declarou na ocasião.

    A discussão não ficou restrita ao discurso. Depois das eleições de 2022, a coligação que elegeu Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Bolsonaro e seu candidato a vice, Walter Braga Netto, pedindo a inelegibilidade da chapa por suposto abuso de poder político e econômico. Entre os fatos questionados estavam as medidas sociais adotadas no período eleitoral.

    O que mudou O governo Lula sustenta que o reajuste atual é diferente. Segundo o Ministério do Planejamento, a correção apenas repõe a inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026, sem ganho real. A Advocacia-Geral da União afirma que a medida não encontra vedação na legislação eleitoral porque não amplia o número de beneficiários.

    Leia mais: " Carga de cigarros apreendida no Rio tem ligação empresarial com ex-marido de Sarah Poncio ” Em 2022, o aumento do Auxílio Brasil era temporário e integrava um pacote mais amplo, que incluía auxílios para caminhoneiros e taxistas. A emenda constitucional que viabilizou a medida foi posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) , por violar a igualdade de oportunidades entre candidatos. O governo efetuará o primeiro pagamento reajustado no intervalo entre o 1º e o 2º turno.

    A oposição já contestou a medida no Tribunal Superior Eleitoral sob a alegação de ilegalidade. O ministro relator do caso, André Mendonça, rejeitou a ação. Mendonça citou precedentes do tribunal que negam a candidatos a deputado federal o direito de processar concorrentes à Presidência da República.

    O ministro fundamentou a rejeição na divergência de circunscrições eleitorais entre os cargos. Leia mais: " 'Justiça não pode ter lado', diz Luciano Hang, alvo de ação por assédio eleitoral ” “Ressalto que o reconhecimento da ilegitimidade ativa não importa pronunciamento acerca da legalidade ou da constitucionalidade do reajuste do Programa Bolsa Família, tampouco acerca de sua eventual subsunção ao art. 504/1997”, diz Mendonça na decisão.

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