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    Poder360·18 de set., 17:52

    Lula diz que Bolsonaro fez “terrorismo de Estado” no 8 de janeiro

    2026) que o 8 de Janeiro foi uma tentativa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “dar o golpe” e que isso deveria ser considerado “terrorismo de Estado” . “Era o Bolsonaro pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes. Esse era o plano” , disse o presidente, durante evento sobre segurança pública no Rio de Janeiro.

    A fala faz referência às apurações da Polícia Federal sobre o plano Punhal Verde e Amarelo . Segundo as investigações, o plano era matar o petista , o vice-presidente e o ministro do STF. Em seu discurso, Lula disse não aceitar a definição usada pelo presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), para as facções.

    Segundo o petista, o conceito de terrorismo defendido por Trump está relacionado à disputa pelo poder. Para o chefe do Executivo, a diferença está na natureza da atuação: o terrorismo está relacionado à disputa pelo poder, enquanto o crime organizado exerce controle sobre territórios e atividades econômicas. A fala se dá 2 dias depois de a Casa Branca afirmar que o Brasil falhou no combate ao PCC e ao CV.

    O governo Lula é contrário à classificação das facções como terroristas pelos EUA e avalia que a medida pode abrir margem para ações unilaterais norte-americanas no Brasil. Apesar de rejeitar o enquadramento formal das facções, Lula afirmou que os grupos exercem uma forma de “terrorismo” sobre moradores de áreas sob seu domínio. “Esses bandidos são terroristas para a família que mora no bairro” , disse.

    Combate ao crime A ação apresentada no Rio reúne polícias estaduais e federais e a estrutura municipal. Lula classificou a iniciativa como um “plano piloto” e afirmou que o modelo poderá ser levado a outras regiões caso funcione no Estado. Em sua fala, disse que o governo precisa “ganhar do crime organizado” e defendeu a retomada de territórios dominados por facções.

    O presidente estabeleceu 3 prioridades: sufocar a logística e a mobilidade do crime, retomar territórios e ampliar a capacidade dos municípios no combate às organizações criminosas. Lula também voltou a defender a PEC da Segurança Pública. Disse que a proposta deve definir as atribuições de União, Estados e municípios e permitir maior coordenação entre as forças de segurança.

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