Lula diz que problema com Trump está na equipe do norte-americano
2026) que o problema na relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), está nas pessoas que integram o governo norte-americano. Segundo o chefe do Executivo brasileiro, a equipe do republicano repassa informações equivocadas sobre o Brasil. A declaração foi dada em entrevista ao programa Canal Livre , da Band, gravada no Palácio da Alvorada.
Lula disse que mantém disposição para conversar com Trump, mas afirmou que há integrantes do governo norte-americano que dificultam a relação entre os 2 países. “Eu me dou bem com o Trump. Toda vez que eu converso com ele, nós nos damos muito bem.
O problema é que o pessoal que trabalha com ele consegue ser muito ruim. Eu digo para ele que o Marco Rubio não gosta do Brasil, não gosta da América Latina, ou seja, ele é um anti-latino-americano. Mas as conversas que eu tive com o Trump foram todas boas” , declarou.
Lula criticou avaliações feitas por Trump sobre conflitos internacionais. Ao comentar a guerra entre Israel e o Irã, afirmou que o norte-americano declarou o fim do conflito antes de considerar os efeitos sobre o estreito de Ormuz. “Quando o Trump matou o [Ali] Khamenei e disse que acabou a guerra, a guerra estava começando” , declarou.
Na entrevista, o presidente afirmou que pretende manter uma relação de diálogo com os Estados Unidos. Disse que o Brasil tem interesses comerciais e diplomáticos a tratar com o governo norte-americano, mas que não considera a soberania brasileira e a democracia assuntos negociáveis. O presidente afirmou que o governo tem informações necessárias para as tratativas com os EUA.
Disse ainda que, caso não haja acordo, o Brasil poderá aplicar a Lei da Reciprocidade. “Eu não quero fazer ameaça, porque eu não gosto de fazer ameaça” , disse. O governo Lula sustenta que Trump recebeu informações incorretas sobre o Brasil e isso teria influenciado decisões do governo norte-americano.
O Brasil passa por uma sobretaxa de 37,5%. Uma tarifa de 25% foi justificada pelos EUA com a alegação de que práticas comerciais brasileiras prejudicam o comércio bilateral. Além de questões tarifárias, o processo envolve temas como Pix, comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate à corrupção e desmatamento.
A segunda cobrança, de 12,5%, resultou de investigação sobre fiscalização de produtos ligados a trabalho forçado na cadeia de importação. O governo brasileiro contesta todas as argumentações. O reinício das tratativas veio depois de um telefonema entre Lula e Trump em agosto que durou cerca de 1h20 e teve as tarifas como assunto principal.
Apesar do novo canal aberto, não há sinalização de acordo definitivo – que deve ficar para depois das eleições . ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Poder360 →