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    Poder360·23 de out., 01:13

    Lula pede que Mendonça cobre de Flávio a abertura de sigilos

    2026), as procurações de familiares e aliados para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico. O grupo pede que o ministro André Mendonça, relator do caso, exija que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faça o mesmo. As procurações só dão o direito de acesso.

    Os extratos e as movimentações ainda não foram divulgados e estão com o Banco Central, os bancos, a Receita Federal e as operadoras de telefonia. A campanha pede que o TSE requisite esses dados e os publique de uma só vez no DivulgaCand , sistema de candidaturas do tribunal. Se Mendonça não aceitar, a campanha de Lula recorrerá ao plenário.

    out), Mendonça disse que a renúncia ao sigilo independe de ordem judicial. Segundo ele, divulgar os dados é “escolha de cada um” . Ou seja, os candidatos poderiam pedir os próprios dados e divulgá-los por conta própria.

    A defesa de Lula afirma que o acordo entre os candidatos estabelecia outra coisa. Pela petição, os 2 pediram que o tribunal, e não cada campanha, requisitasse os dados às fontes oficiais. A campanha petista quer que o ministro atue como “árbitro” do acordo .

    Pede que ele determine a obtenção e a publicação simultânea dos registros. Para a campanha, só a requisição judicial garante dados completos e divulgados ao mesmo tempo. Sem isso, diz o texto, cada lado divulgaria só o que “escolhesse” .

    QUEM TEVE O SIGILO AUTORIZADO A petição informa que Lula apresentou autorizações fiscais, bancárias e telefônicas relativas às seguintes pessoas e entidades: Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha: filho do presidente, empresário citado em investigações da Polícia Federal. A lista de exigências de Flávio inclui seus dados financeiros e os de empresas ligadas a ele; Renata de Abreu Moreira: mulher de Lulinha, incluída nas solicitações de abertura de sigilo; Paulo Tarciso Okamotto: ex-presidente do Instituto Lula e aliado histórico do petista; Rosangela Lula da Silva, a Janja: primeira-dama, cujos registros e despesas também são alvo de pedidos relacionados à agenda e aos gastos da Presidência; Instituto Luiz Inácio Lula da Silva: entidade ligada à trajetória política do presidente, incluída nas exigências de Flávio; Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola: ex-chefe de gabinete de Lula, cujo sigilo bancário e fiscal também foi solicitado pelo candidato do PL; Maria Beatriz Lula da Silva de Miranda, Thiago Trindade Lula da Silva e Ashtar Alexandre Soncini Lula da Silva: familiares que, segundo a petição, aderiram voluntariamente ao compromisso. A campanha informou ainda ter apresentado procurações de familiares indicados anteriormente no processo.

    Os documentos autorizam a obtenção dos dados pelas vias previstas no acordo, mas não significam que todos os extratos e registros já tenham sido divulgados publicamente. Leia a íntegra da petição (PDF – 84 KB). CAMPANHA COBRA TRANSPARÊNCIA Depois de protocolado o pedido, a campanha de Lula falou com a imprensa na saída do TSE, em Brasília.

    Estavam o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Pogliese, que fez o protocolo, o presidente do PT, Edinho Silva , o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos , e o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha. Edinho afirmou que o eleitor tem o direito de saber quem são os candidatos. “Nós vimos compras de imóveis, sem justificativas, sem lastro financeiro.

    Pior, nós vimos relações estranhas, relações com milicianos” , disse. Citou ainda “volumes de milhões e milhões movimentados por alguém que é senador” . Boulos declarou que o eleitor precisa saber quem tem renda compatível com o patrimônio declarado e defendeu que o tribunal valide os dados.

    “O Poder Judiciário é quem vai arbitrar o que é verdade e o que não é verdade” , afirmou. Segundo ele, “informações oferecidas sem arbitragem, sem validação, se enfraquecem diante da sociedade ”. Camilo cobrou transparência de Flávio.

    “Nós queremos saber o que tem na conta conjunta dele no Banco Santander, lá na Ilha da Madeira” , disse, em referência à conta da Alcazar Holdings. A offshore é controlada pelo advogado Willer Tomaz de Souza, amigo de Flávio e alvo de investigação da PF. out), Flávio apresentou 19 exigências para aceitar a abertura de seus próprios sigilos.

    A lista inclui informações financeiras de familiares de Lula, empresas ligadas ao presidente, registros de visitas ao Planalto e à Alvorada, dados sobre o Banco Master e despesas da Presidência. A campanha petista declarou ter aceitado integralmente as 19 condições. out) formaliza a entrega das autorizações que a equipe afirma ter conseguido reunir e pede que o TSE requisite os registros que ainda estão sob posse de órgãos e instituições.

    O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), escalado pela campanha de Flávio para analisar os documentos, disse que a campanha de Lula “não trouxe nada” ao TSE. A campanha de Lula diz que isso não é verdade e que as procurações estão anexadas à petição. A equipe de Flávio afirma que só abrirá os sigilos dele depois de analisar o material de Lula.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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