Marinho vê “precedente perigoso” na retirada da redução da maioridade penal
2026) que a retirada da redução da maioridade penal do relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública representa um “precedente perigoso” para o funcionamento do Congresso. Para o senador, o procedimento regimental utilizado para impedir que os senadores se manifestassem sobre o tema restringe a atuação do Legislativo. Marinho criticou a articulação do governo para evitar que a redução da maioridade penal fosse incluída na discussão da proposta.
“Independentemente do mérito, o artifício regimental que foi utilizado para evitar que os membros do governo se posicionassem a respeito da redução da maioridade cria um precedente perigoso” , declarou. Segundo o senador, a decisão pode abrir espaço para que futuros presidentes do Senado impeçam partidos e grupos de congressistas de apresentar destaques e emendas a projetos em tramitação na Casa. “Na prática, nós estamos cerceando, estamos impedindo a livre manifestação do Parlamento.
O Parlamento existe para isso. Não é apenas votar sim ou não. É aperfeiçoar os projetos.
É contribuir para que os projetos fiquem melhores” , afirmou. Marinho também disse que a redução da maioridade penal conta com apoio da maioria da população e citou que os candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), se posicionaram a favor durante a campanha eleitoral. O senador questionou o empenho do governo para impedir que seus integrantes se manifestassem sobre o assunto e cobrou um posicionamento efetivo do Planalto.
Para Marinho, é pouco provável que a proposta avance ainda em 2026. “Espero estar enganado. Mas acho pouco provável que, neste ano, essa ação prospere.
Espero sinceramente que o governo, desta feita, esteja falando a verdade” , disse. O líder da oposição afirmou que votará a favor da redução da maioridade penal caso o governo mantenha o compromisso com a medida. votação da redução da maioridade penal A PEC da Segurança Pública havia sido retirada da pauta do plenário em 15 de outubro, depois de um impasse entre os senadores sobre a inclusão de mudanças na maioridade penal .
A divergência inviabilizou um acordo para a votação do texto e expôs divisões inclusive na bancada do PT. O impasse começou com a apresentação de emendas para reduzir a maioridade penal. O líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, propôs diminuir de 18 para 16 anos a idade de responsabilização criminal em casos de crimes hediondos.
Para os demais delitos, seria mantido o limite de 18 anos. Marinho, por sua vez, defendia uma redução mais abrangente: de 18 para 16 anos na maioria dos crimes e para 14 anos em casos específicos. A iniciativa de Camilo contrariou a estratégia da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que havia negociado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a votação da PEC sem alterações sobre a maioridade penal.
Ela defendia deixar o tema para uma discussão posterior, para evitar que a divergência comprometesse a aprovação da proposta. Nesta 3ª feira, o relator da PEC, Rogério Carvalho (PT-SE), apresentou um novo parecer que retirou do texto as propostas de redução da maioridade penal. O senador propôs que as emendas sobre o tema tramitem como proposições autônomas, separadas da PEC.
A solução preservou o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e evitou que a proposta precisasse retornar à Casa para nova análise. Sem as alterações sobre a maioridade penal, a PEC da Segurança Pública foi aprovada por unanimidade pelo plenário do Senado, nos 2 turnos. Antes da votação do texto principal, os senadores aprovaram 2 requerimentos, um para cada emenda.
Com isso, as propostas passarão a tramitar separadamente. O destaque apresentado pela oposição para votar a emenda de Marinho foi considerado prejudicado. 2026), um calendário especial para a tramitação das propostas de redução da maioridade penal.
A intenção é permitir que as matérias sejam analisadas diretamente pelo plenário, sem passar pelas comissões. Caso aprovadas pelos senadores, ainda terão de ser votadas pela Câmara dos Deputados. ]]>
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