Mercado Bitcoin sofre ataque hacker e trava saques
O Mercado Bitcoin identificou um ataque hacker nesta segunda (2) e suspendeu depósitos e saques. Em um comunicado no X, a empresa disse que “identificou e conteve com rapidez” o problema, em um de seus sistemas, durante a madrugada. Reforçou que não houve prejuízo aos clientes nem vazamento de dados.
“Como medida preventiva de proteção, depósitos e saques estão temporariamente suspensos”, diz o texto. O app da corretora também ficou fora do ar. A empresa não confirmou se houve roubo.
Mas um levantamento preliminar da companhia de segurança Hypernative aponta movimentações suspeitas em carteiras atribuídas à corretora que podem passar de US$ 40 milhões. A origem do incidente e a extensão das perdas ainda dependem de apuração. A Tether, emissora da stablecoin USDT, lasterada em dólar, anunciou o congelamento de mais de 4,5 milhões de USDTs ligados ao caso.
A informação veio num post do CEO da Tether, Paolo Ardoino : A equipe do Mercado Bitcoin está, segundo o comunicado, “investigando o caso, rastreando os ativos e coordenando as medidas junto às autoridades competentes”. Não informaram se há prazo para os saques voltarem. O que dizem os especialistas Ninguém aponta uma causa ainda.
E dois especialistas em segurança que comentaram o caso falam do risco em geral, não do que aconteceu no Mercado Bitcoin. Leonardo Maximiliano, CEO da DominiPay, explica por que corretoras viram alvo: “Uma corretora concentra ativos e acessos, tornando-se um alvo de alto valor para criminosos”. Para ele, apontar a causa sem uma investigação técnica concluída seria precipitado.
Entre os pontos a investigar, ele cita senhas expostas e falhas nos processos que autorizam transferências. ” Leia também Tecnologia Binance: os bastidores do maior roubo de cripto da história Economia Binance retoma saques, mas as dúvidas sobre o ataque hacker persistem Para quem investe, o risco é ficar sem acesso ao próprio dinheiro. Mesmo quando a empresa diz que os saldos estão preservados, o cliente depende de ela proteger os recursos e voltar a operar.
Senha forte e autenticação em dois fatores ajudam, diz Maximiliano, “mas não resolvem uma falha na infraestrutura de custódia da plataforma”. A saída que ele aponta é a autocustódia, com carteiras físicas ( hard wallets ). Isso exige guardar a frase de recuperação com segurança, “sem fotos ou cópias na nuvem”.
Mas tem um porém. “Autocustódia exige responsabilidade”, diz. Quem perde ou entrega as chaves pode perder os ativos.
Caio Mattos, CEO da NearX, descreve como são os ataques. A IA piora o quadro. Hackers têm usado a tecnologia para encontrar falhas mais rápido e automatizar ataques.
Colaborou Lucas Marins ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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