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    InvestNews·28 de out., 11:40

    Mercado brasileiro de criptomoedas: quem fica e quem sai (por enquanto)

    As empresas de criptomoedas que já atuavam no Brasil têm até esta sexta-feira (30) para solicitar ao Banco Central autorização para operar regularmente no país. Quem não cumprir o prazo deverá encerrar as atividades em até 30 dias. “Esse período não funciona como uma extensão das atividades comerciais: ele existe para que o encerramento ocorra de maneira responsável, com a devolução de recursos e ativos aos clientes, a conclusão de obrigações pendentes ou a transferência das posições para instituições habilitadas”, explica Diego Pérez, vice-presidente e diretor de relações institucionais da ABcripto.

    A regulamentação foi publicada pelo Banco Central em novembro de 2025 e entrou em vigor em fevereiro deste ano. As regras estabelecem requisitos de autorização, capital, governança, segurança e prevenção à lavagem de dinheiro para as empresas que prestam serviços com ativos virtuais.   Assine o  Morning Cripto  do  InvestNews !

    Quem pretende ficar no Brasil? Várias empresas estão se movimentando para se adequar às novas exigências. Mas é importante diferenciar quem já protocolou o pedido de autorização de quem apenas anunciou a intenção de fazê-lo.

    Entre as firmas que confirmaram publicamente o protocolo estão Binance , Mercado Bitcoin , Ripio , OKX , Bybit , Brasil Bitcoin , Crown e UnblockPay . Em entrevista recente com o InvestNews , a exchange americana Coinbase sinalizou que iria fazer o pedido nesta semana. A BlindPay também confirmou via assessoria.

    Além disso, sete empresas já apareciam em consultas públicas do Banco Central com processos de autorização: Masterpay , Mazzera , Onda Finance , PFPay , Transfero , W Brasil Comércio e Wynx Exchange. O pedido, por si só, não significa que a autorização foi concedida. As empresas ainda precisam passar pela análise do regulador.

    Quem decidiu sair? Na outra ponta, algumas empresas optaram por encerrar atividades no país ou deixar de atender diretamente determinados públicos. com , Lemon Cash e Bitso , que transferiu seus clientes para o Mercado Bitcoin.

    Algumas firmas mencionaram a regulação em seus comunicados. Uma das principais críticas foi a exigência de capital, que pode variar de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões. “A nova realidade regulatória passou a exigir uma estrutura de capital e operação diferente daquela sobre a qual construímos a empresa.

    Nos últimos meses, buscamos intensamente alternativas para a continuidade do negócio. Infelizmente, nenhuma delas se mostrou viável dentro do tempo que tínhamos”, disse José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, em setembro. Nem todas as mudanças, porém, significam uma saída completa.

    com encerrou os serviços ligados à conta em reais, mas manteve operações com criptomoedas. E os bancos que oferecem criptomoedas? Bancos e outras instituições financeiras que já são autorizados pelo Banco Central seguem um caminho regulatório diferente daquele exigido das empresas especializadas em ativos virtuais.

    Em vez de solicitar uma nova autorização para atuar nesse mercado, eles devem comunicar ao BC que pretendem oferecer serviços com criptos, respeitando as regras aplicáveis à atividade. Leia também Investimentos Bitcoin cai abaixo de US$ 80 mil na véspera da decisão sobre os juros nos EUA Investimentos CVM testa tokenização de ações, debêntures e fundos. 361,11 BNB (BNB) : +2,94%, US$ 759,62 XRP (XRP) : +1,83%, US$ 1,32 Solana (SOL) : +2,85%, US$ 102,72 Outros destaques do mercado cripto Demanda por cripto no exterior sobe .

    As operações de brasileiros com criptoativos no exterior movimentaram US$ 842,7 milhões em setembro, alta de 20% em relação a agosto, segundo o Banco Central. Foi o segundo mês seguido de recuperação após a queda de quase 80% em julho. Apesar da reação, o volume ficou 49% abaixo do registrado em setembro de 2025 e 68% abaixo do pico de junho deste ano, de cerca de US$ 2,6 bilhões.

    TSE cita memecoin em decisão eleitoral. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citou um episódio de oferta de memecoins em troca de propaganda eleitoral entre os antecedentes considerados para impor restrições a publicações de aliados de Flávio Bolsonaro. O despacho prevê multas de até R$ 100 mil por publicação irregular para os investigados e de até R$ 500 mil para as plataformas Meta e X em caso de descumprimento das ordens.

    A informação foi publicada pelo portal Livecoins. Mercado tradicional avança na tokenização. O mercado financeiro tradicional se aproxima cada vez mais do universo cripto.

    A gestora Janus Henderson lançou um fundo ligado ao índice Nasdaq-100 na blockchain Stellar, em parceria com a plataforma Centrifuge. Chamado JQQQ, o produto acompanha um índice que reúne empresas como Nvidia, Apple e Microsoft. A iniciativa ocorre em meio a discussões sobre a tokenização de ações e o papel das empresas emissoras nesse processo.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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