Meta aprova anúncios eleitorais falsos gerados por IA, diz estudo
2026) um estudo mostrando que a Meta aprovou anúncios políticos criados por inteligência artificial com informações falsas sobre as eleições brasileiras de 2026, incluindo peças que conclamavam à repetição do 8 de Janeiro . Os autores do estudo submeteram ao sistema de moderação automática do Facebook e do Instagram 15 anúncios de teste, cada um acompanhado de uma imagem produzida por ferramentas de IA, como ChatGPT , Grok e Gemini . A Meta aprovou 13 desses materiais para publicação.
Os 2 rejeitados foram barrados por “ práticas comerciais enganosas ou desonestas “, sem nenhuma menção a discurso de ódio, incitação à violência ou desinformação eleitoral. Eis a íntegra do relatório sobre o estudo, em inglês (PDF – 124 kB). 732, de 2024 , do Tribunal Superior Eleitoral .
Além disso, todos foram submetidos a partir de uma conta sediada nos Estados Unidos com segmentação para o Brasil, o que, potencialmente, viola as normas eleitorais brasileiras que vedam a veiculação de conteúdo de origem estrangeira. De acordo com a legislação eleitoral, o impulsionamento de publicidade eleitoral deve ser contratado junto a provedores com sede ou representação legal no país. CONTEÚDOS APROVADOS Os anúncios aprovados incluíam desde ameaças contra congressistas até alegações falsas sobre a data do 1º turno das eleições.
Um dos materiais trazia uma imagem fabricada de um ministro do TSE em uma fala a jornalistas que nunca existiu. Outro afirmava que o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), havia oficialmente apoiado Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, com uma imagem falsa dos 2 se cumprimentando na Casa Branca. Um 3º sustentava que a condenação de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe jamais havia ocorrido.
Também foram aprovados anúncios que incitavam as pessoas a “ retomar Brasília “, com uma imagem aludindo às invasões dos prédios dos Três Poderes realizadas em 8 de janeiro de 2023. Outros materiais continham discurso de ódio contra pessoas transgênero e desinformação sobre comunidades indígenas no Brasil. Além de descumprir a legislação eleitoral brasileira, os 13 anúncios aprovados violaram as próprias políticas internas da Meta, incluindo as normas sobre discurso de ódio, incitação à violência e desinformação.
Nenhum deles foi sinalizado como conteúdo político ou recebeu o aviso obrigatório de “questões sociais, eleições ou política” exigido pela empresa para peças que mencionem candidatos, autoridades em exercício ou o próprio processo eleitoral. A Ekō informou que não tornou públicos os textos nem as imagens dos anúncios testados, a fim de evitar que o conteúdo ou as técnicas usadas para contornar a revisão da plataforma sejam replicados. OUTRO LADO O Poder360 procurou a Meta por meio da assessoria de imprensa para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do estudo.
Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. Paulo , a Meta afirmou que “reforça seu comprometimento em proteger o processo eleitoral em nossas plataformas” .
A empresa disse que o estudo da Ekō “ aponta anúncios que nunca foram vistos por nenhum usuário e não reflete a escala do nosso trabalho” . E acrescentou: “ nosso processo de análise de anúncios possui diversas camadas de revisão e detecção, antes e depois de serem publicados. Investimos recursos significativos de forma contínua –da transparência em publicidade, líder do setor, à aplicação de protocolos rigorosos para anúncios sobre questões sociais, eleições ou política– e continuaremos a fazê-lo” .
]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Poder360 →