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    Metrô de São Paulo aposenta bilhete magnético depois de 52 anos
    Revista Oeste·31 de out., 13:48

    Metrô de São Paulo aposenta bilhete magnético depois de 52 anos

    O Metrô de São Paulo encerra, neste sábado, 31, o uso dos bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, presentes no sistema desde o começo da operação comercial, em 1974. A partir deste domingo, 1º, os cartões deixarão de ser aceitos nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. De acordo com a estimativa da companhia, cerca de 1 milhão de unidades ainda estão nas mãos dos passageiros.

    Quem possui bilhetes não utilizados poderá trocá-los por QR Codes entre 1º de novembro e 31 de janeiro de 2027. O atendimento será realizado exclusivamente nas estações Paraíso, das linhas 1-Azul e 2-Verde, e Tatuapé, da Linha 3-Vermelha, das 6h às 22h. A retirada dos bilhetes magnéticos encerra uma trajetória de 52 anos.

    Segundo o governo de São Paulo, mais de 13,7 bilhões de unidades do padrão Edmonson foram produzidas ao longo da história do Metrô, em aproximadamente 30 edições. O modelo, que mede 6,5 centímetros de comprimento por 3 centímetros de largura, atravessou diferentes etapas da expansão do transporte metroviário paulista. A substituição vinha sendo preparada desde 2019, quando começaram os testes com bilhetes unitários de QR Code .

    Como trocar os bilhetes antigos A troca será permitida apenas para bilhetes Edmonson do Metrô de São Paulo, do tipo G-01 Unitário. Os cartões precisam estar dentro do prazo de validade, sem sinais de utilização e em condições de conservação razoáveis. Bilhetes rasgados, com picotes ou barras danificadas não serão aceitos.

    O procedimento dependerá da quantidade apresentada. Passageiros com até dez bilhetes válidos, por exemplo, poderão receber os QR Codes no momento da solicitação. Quem tiver mais de dez unidades precisará entregá-las para análise e validação.

    Nesse caso, será necessário apresentar um documento oficial de identificação e informar um telefone ou endereço de e-mail. Depois da conferência, o Metrô comunicará a data para retirada dos novos bilhetes. Passageiros ficam dentro de um vagão do sistema de metrô, em São Paulo - 22/7/2026 | Foto: Alexandre Meneghini/Reuters Pagamento por aproximação e Pix O fim dos bilhetes magnéticos ocorre depois da ampliação das alternativas de pagamento disponíveis nas estações.

    Os passageiros poderão continuar utilizando o bilhete único, o cartão TOP e os bilhetes unitários com QR Code , impressos ou digitais. Além disso, será possível pagar diretamente nas catracas por aproximação, com cartões de crédito ou débito das bandeiras Visa, Mastercard e Elo. A tecnologia permite o uso de cartões físicos, celulares e relógios inteligentes com carteiras digitais habilitadas.

    Os bilhetes com QR Code podem ser comprados nas bilheterias, nas máquinas de autoatendimento, pelo aplicativo TOP ou pelo WhatsApp, no número (11) 3777-9456. Vista da Linha 5-Lilás – 4/10/2026 | Foto: Fabricio Bomjardim/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire/Reuters Outra mudança ocorreu em outubro, quando o Metrô começou a habilitar o pagamento por Pix nas máquinas de autoatendimento. A implantação teve início no dia 20, na Linha 1-Azul, e foi programada para alcançar as linhas 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata até 30 de outubro.

    As máquinas, operadas pela Autopass, já aceitavam cartões de débito e emitem bilhetes unitários com QR Code impressos no momento da compra. Conforme o Metrô, a manutenção dos equipamentos associados ao sistema magnético tornou-se cada vez mais difícil. A companhia considera a tecnologia obsoleta e afirma que a continuidade dela deixou de ser viável.

    A operação também exige fabricação especializada dos cartões, transporte, armazenamento, distribuição às estações e reposição de estoques. Esses procedimentos geram despesas logísticas e de manutenção que a empresa pretende eliminar com a retirada do modelo. Substituição começou em 2019 A mudança para o QR Code começou sete anos antes do encerramento definitivo dos bilhetes magnéticos.

    Em 3 de setembro de 2019, o Metrô deu início a um projeto-piloto nas estações São Judas, Paraíso e Pedro II. Os passageiros passaram a encontrar bilhetes unitários com QR Code nas bilheterias dessas unidades. A aceitação foi ampliada em novembro daquele ano, quando as demais estações receberam equipamentos preparados para a leitura dos novos bilhetes.

    Em agosto de 2020, as três estações participantes do projeto inicial deixaram de vender bilhetes Edmonson. A Estação Luz adotou exclusivamente o QR Code em dezembro do mesmo ano. A implantação avançou em 2021, quando a tecnologia passou a substituir a venda de bilhetes magnéticos em todas as estações.

    A partir de dezembro de 2025, o Metrô também disponibilizou o pagamento por aproximação nas catracas. Em setembro de 2026, a funcionalidade foi ampliada para todas as catracas das estações, segundo a companhia. Embora a venda dos cartões magnéticos já tivesse sido substituída, os passageiros que ainda possuíam unidades antigas puderam continuar utilizando-as até outubro deste ano.

    ofc) Mais de 13 bilhões de bilhetes produzidos A história do bilhete Edmonson no Metrô paulista começou com equipamentos e cartões magnéticos importados da França. Posteriormente, a fabricação foi nacionalizada e passou a ser realizada pela Casa da Moeda. Em outra etapa, fornecedores da Argentina também participaram da produção.

    Ao longo de cinco décadas, o bilhete passou por aproximadamente 30 edições, conforme levantamento divulgado pelo governo de São Paulo. O nome Edmonson faz referência ao inglês Thomas Edmondson, chefe de Estação da Newcastle and Carlisle Railway, que desenvolveu, a partir de 1839, um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias. Essa proposta substituiu os bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados, permitindo maior controle das vendas e das receitas das companhias ferroviárias.

    O formato foi adotado por ferrovias de diferentes países e, mais de um século depois, chegou ao transporte metroviário paulistano. No Metrô de São Paulo, o cartão ganhou diferentes versões e passou a integrar a coleção de objetos associados à história do transporte público da cidade. v=5NhiyZ_-7Dg Metrô promoveu despedida nas estações Antes de encerrar a utilização do bilhete, o Metrô organizou uma série de intervenções teatrais para marcar a retirada.

    A programação começou em 2 de outubro, na Estação Sé, com a apresentação de um personagem chamado Ed, criado para representar o cartão magnético. A iniciativa percorreu as estações República, Tatuapé, Corinthians-Itaquera, Palmeiras-Barra Funda e Vila Prudente até 9 de outubro. Durante as apresentações, atores orientaram os passageiros sobre o prazo de validade dos bilhetes antigos e as alternativas disponíveis para pagar as passagens.

    Com o encerramento do prazo neste sábado, a companhia manterá apenas o atendimento para substituição dos cartões que ainda não foram utilizados. A partir deste domingo, os passageiros que chegarem às estações com bilhetes Edmonson precisarão utilizar outra forma de pagamento para passar pelas catracas. A troca dos cartões antigos poderá ser solicitada nas estações Paraíso e Tatuapé até 31 de janeiro de 2027.

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