Michelle Bachelet retira candidatura à Secretaria-Geral da ONU
A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet retirou neste sábado, 19, sua candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) . A decisão ocorreu depois de a ex-presidente receber apenas um voto favorável na terceira consulta informal do Conselho de Segurança, realizada na sexta-feira, 18. O Brasil e o México apoiavam a candidatura.
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Michelle Bachelet (@michellebacheletpdta) A ex-presidente afirmou que não se arrepende de ter participado da disputa e disse que sua campanha ajudou a colocar em discussão a possibilidade de uma mulher latino-americana assumir o comando da organização. Retirada de candidatura Na terceira votação informal, Bachelet recebeu um voto favorável, 11 contrários e três sem posição. Na consulta realizada em agosto, ela havia recebido dois votos favoráveis.
Em julho, foram seis. A votação ocorre de forma secreta entre os 15 integrantes do Conselho. Leia também: “ Lula vai à Nova York para Assembleia Geral da ONU ” O Chile também deixou de apoiar a candidatura em março, quando o governo do novo presidente José Antonio Kast retirou o respaldo oficial.
Na ocasião, mesmo sem o apoio do governo chileno, Bachelet decidiu manter a candidatura. Com o resultado da consulta informal, a ex-presidente chilena resolveu deixar a disputa. Sucessão de António Guterres O atual secretário-geral, António Guterres, termina o segundo mandato em 31 de dezembro de 2026.
A organização nunca teve uma mulher à frente da Secretaria-Geral em seus mais de 80 anos de existência. O Conselho de Segurança deverá recomendar um nome à Assembleia Geral, formada por 193 Estados-membros. A partir da próxima terça-feira, 22, chefes de Estado e de governo participam do debate geral da 81ª sessão da ONU, em Nova York.
v=T49sNo2-S3w&pp=ygURcmV2aXN0YSBvZXN0ZSBvbnU%3D A disputa ainda conta com candidatos como a costarriquenha Rebeca Grynspan, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett, o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, o ex-presidente do Senegal Macky Sall e a equatoriana Maria Fernanda Espinosa. Grynspan recebeu nove votos favoráveis na consulta informal, cinco contrários e uma manifestação sem posição. Rodrigues-Birkett recebeu oito votos favoráveis, seis contrários e um sem posição.
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