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    Michigan pode ser decisivo para Israel nas eleições dos EUA
    Revista Oeste·02 de nov., 22:17

    Michigan pode ser decisivo para Israel nas eleições dos EUA

    As eleições para o Congresso dos Estados Unidos têm, para Israel, uma disputa considerada crucial. Trata- se da eleição para o Senado em Michigan. Concorre pelo Partido Democrata o médico Abdul El-Sayed, 42 anos.

    De ascendência egípcia, ele se tornaria o primeiro senador muçulmano dos Estados Unidos , caso eleito. No seu discurso, relata o Israel Hayom , estão acusações de genocídio contra Israel, além da defesa de suspensão da assistência militar norte-americana ao país. Para piorar, ele não reconhece o direito de Israel existir como Estado judeu.

    + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Como adversário, ele tem no republicano é Mike Rogers um nome de peso. Ex-presidente da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes , ele quase se elegeu em 2024 para o Senado, quando perdeu a eleição por menos de 20 mil votos. El-Sayed, porém, tem oposição dentro do próprio partido.

    A deputada Haley Stevens, derrotada por El-Sayed nas primárias democratas por aproximadamente um ponto porcentual, exigiuque El-Sayed condenasse uma propaganda que associava a ajuda dos EUA a Israel ao aumento dos preços dos alimentos. Durante toda a disputa interna, a campanha de El-Sayed apresentou Stevens como candidata do Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel (AIPAC), organização de lobby favorável a Israel. El-Sayed quis ficar à distância destas acusações.

    Mas sua campanha mostrou sua contrariedade a Stevens, ao humilhá-la publicamente em uma declaração que rejeitava seu apoio. Stevens apareceu ao lado de Rogers, no domingo 1, e anunciou que apoiaria seu antigo adversário republicano. A decisão provavelmente encerrará sua carreira política.

    A maioria das pesquisas, porém, indica que El-Sayed vencerá. Israel deverá ter, portanto, um ferrenho opositor no Senado dos EUA pelos próximos seis anos. No Texas, James Talarico, 37 anos, integrante da Câmara dos Representantes do Estado, é mais moderado.

    Serve como um contraponto a Michigan, na busca de uma identidade para os democratas até a eleição presidencial de 2028. Ex-professor e atualmente estudando teologia cristã, seu discurso é pautado em temas como sua fé, com moderação sobre questões relacionadas a pessoas transgênero e à política energética durante a campanha. Tem como adversário o procurador-geral Ken Paxton, um político envolvido em suspeitas e defensor convicto do movimento Make America Great Again (MAGA), de Trump: o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, 63 anos, nascido no Estado de Dakota do Norte.

    Outras disputas nas eleições dos EUA As disputas pelo Senado também estão acirradas em Estados tradicionalmente republicanos. Na Carolina do Sul, Darline Graham, irmã do senador Lindsey Graham, morto em julho, enfrenta a democrata Annie Andrews, em uma eleição que as pesquisas mostram equilíbrio. Em Iowa, a republicana Ashley Hinson e o democrata Josh Turek disputam a cadeira deixada por Joni Ernst, em meio às preocupações dos agricultores com os combustíveis e as tarifas comerciais.

    No Alasca, o senador republicano Dan Sullivan enfrenta a democrata Mary Peltola, numa eleição marcada pela presença de outro candidato chamado Dan Sullivan, independente, suspeito de ter sido recrutado para confundir os eleitores, acusação contestada pelos envolvidos. Leia mais: "Quantos presidentes dos EUA perderam eleições de meio de mandato" No Maine, a republicana Susan Collins disputa a reeleição contra o democrata Troy Jackson. Em Ohio, o ex-senador Sherrod Brown tenta recuperar uma cadeira contra o republicano Jon Husted.

    Já no Kansas, o senador Roger Marshall enfrenta o reverendo democrata Adam Hamilton. Levantamentos divulgados às vésperas da votação de 3 de novembro mostram que várias dessas disputas permanecem competitivas. A preocupação de Trump, é qie uma onda de vitórias democratas permitiria que a oposição bloqueasse projetos de lei, reduzisse o financiamento das prioridades presidenciais e convocasse integrantes de alto escalão do governo para audiências parlamentares conflituosas.

    Do ponto de vista de visibilidade, seria algo negativo, já que essas audiências dominariam a cobertura televisiva. No caso de vencerem no Senado, os democratas poderão impedir nomeações feitas por Trump, inclusive para a Suprema Corte. Entre as pesquisas, a Decision Desk HQ mostra os democratas com 84% de probabilidade de conquistar a Câmara e 64% de assumir o Senado.

    O analista de dados da CNN, Harry Enten, projeta 92% de vitória dos democratas para a Câmara e 71% para o Senado. Já a Fox News, geralmente favorável ao presidente, considera a disputa pelo Senado equilibrada, com o resultado dependendo de sete eleições decisivas e admite boa possibilidade de derrota na Câmara. O post Michigan pode ser decisivo para Israel nas eleições dos EUA apareceu primeiro em Revista Oeste .

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