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    Ministros tomam decisões de olho nas repercussões eleitorais, diz Eurasia
    CNN Brasil·29 de set., 07:12

    Ministros tomam decisões de olho nas repercussões eleitorais, diz Eurasia

    Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group, afirmou que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estão tomando decisões com olho nas repercussões eleitorais. A declaração foi feita ao WW , ao analisar o crescente conflito interno entre alas do tribunal. Segundo Garman, o STF vive atualmente uma “briga aberta” entre seus integrantes.

    “A gente passou para um ciclo onde, para tentar manchar a reputação de outros ministros, se vazava informações comprometedoras da relação desses ministros com familiares, escritório de advocacia”, afirmou. Para ele, um pacto informal de sobrevivência e proteção da instituição que existia dentro do tribunal simplesmente “foi embora”. Leia Mais Diretor da PF apoia sugestão de Gilmar de proibir delegados no STF Em manifesto liderado pela Fiesp, empresários pede que STF examine 'fatos' Renan Santos diz que pedirá impechament de Dias Toffoli e Moraes Repercussões eleitorais no centro das decisões Garman destacou que, do ponto de vista político, a campanha do PT estaria saindo na frente no cenário atual, independentemente de o STF vir a reverter a decisão de Flávio Dino.

    “O que é importante para a campanha do PT é que se debate algo que não é tema de corrupção no Supremo Tribunal Federal”, explicou. Para ele, cada campanha tenta deslocar o eixo do foco da mídia e do eleitor para temas que lhe sejam mais favoráveis. A escalada dos conflitos desde fevereiro de 2026 O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, contextualizou a escalada dos conflitos a partir do dia 27 de fevereiro de 2026, quando CPIs funcionavam no Congresso, entre elas a CPI do Crime Organizado.

    Naquele momento, estavam no auge as denúncias contra Dias Toffoli e sua relação com Daniel Vorcaro . A CPI aprovou um requerimento para ouvir os irmãos de Toffoli, e os advogados da família recorreram a Gilmar Mendes, que era relator de uma ação arquivada da época da pandemia, para obter a liberação do depoimento. A partir desse episódio, segundo o participante, instalou-se uma espiral de casos em que princípios como o do juiz natural foram sistematicamente ignorados.

    Entre os exemplos citados estão a restituição ao cargo do diretor da Polícia Federal por Flávio Dino, uma decisão sobre Bolsa Família que teria passado por cima de André Mendonça , e outros episódios similares. “Isso passou a ser a praxe, descredibiliza boa parte do processo e transforma o mundo político e os agentes que acessam a justiça em pessoas que escolhem que juiz vai decidir”, afirmou. TSE dividido e disputa por controle Rittner também chamou atenção para a divisão no TSE, com dois ministros nomeados por Jair Bolsonaro — André Mendonça e Kássio Nunes Marques —, um terceiro do STJ visto como alinhado a eles, e Dias Toffoli, sobre quem pairam incertezas quanto ao posicionamento.

    Diante desse quadro, foi levantada a hipótese de que o STF estaria usando casos específicos para tentar garantir o alinhamento do TSE, em detrimento de princípios jurídicos fundamentais como a imparcialidade do julgador. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas.

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