Morre aos 92 anos juiz dos EUA responsável pelo processo contra Maduro
O juiz Alvin Hellerstein, responsável pelo processo contra o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro nos Estados Unidos , morreu na terça-feira 27, aos 92 anos. Segundo o tribunal, ele morreu de causas naturais, pouco antes de completar 93 anos. Hellerstein atuava no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York desde 1998, quando o então presidente Bill Clinton o nomeou.
Ele também analisou as tentativas do presidente Donald Trump de transferir seu processo criminal em Nova York da Justiça estadual para a federal. + Saiba tudo o que acontece no Mundo em Oeste A Universidade Columbia concedeu a Hellerstein os diplomas de graduação e de Direito, segundo o Centro Judiciário Federal. Ele serviu no corpo jurídico do Exército dos EUA entre 1957 e 1960.
Depois, trabalhou por 38 anos na advocacia privada antes de assumir o cargo de juiz. Novo juiz assumirá processo contra Maduro A Justiça sorteará um novo magistrado para conduzir o processo contra Maduro. O ex-presidente e sua mulher, Cilia Flores, respondem à acusação de conspiração para torturar norte-americanos e outras pessoas com o objetivo de permanecer no poder.
A denúncia atualizada, apresentada no início de outubro, afirma que o governo Maduro “comandou um sistema de repressão que recorria à violência contra a oposição política, à detenção arbitrária e à tortura de detidos, incluindo cidadãos dos Estados Unidos”. Ex-ditador venezuelano, Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/ X O documento cita choques elétricos, asfixia, estupro, nudez forçada, isolamento prolongado, privação de alimentos e celas de punição. Também relata tortura psicológica, com ameaças de ferir e matar familiares das vítimas, inclusive crianças.
Segundo a acusação, Maduro e Flores provocaram sofrimento físico e mental para reprimir a oposição, silenciar divergências e preservar o poder dos integrantes da conspiração. A denúncia também atribui ao casal ações de intimidação, perseguição e sequestro de adversários. Leia também: "Maduro se declara inocente de acusação de tortura nos EUA" A acusação prevê pena máxima de prisão perpétua caso alguma das torturas relatadas tenha causado morte.
Sem esse resultado, a pena máxima é de 20 anos de prisão. As forças dos EUA prenderam Maduro e Flores na Venezuela em janeiro, durante a Operação Absolute Resolve. Os dois respondem a outras acusações, declararam-se inocentes e têm julgamento marcado para junho de 2027.
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