Mota-Engil troca comando no Brasil em meio à expansão no país
Pedro Pereira anunciou que é o novo CEO da Mota-Engil Brasil . O executivo comunicou a mudança em uma publicação no LinkedIn, na qual afirmou estar começando a trabalhar no cargo. Antes de assumir a operação brasileira, Pereira era CEO da Mota-Engil Nigéria.
Ele está no grupo português desde 2001, quando começou como estagiário, e passou por diferentes posições internacionais ao longo da carreira. Fundada em Portugal em 1946, a Mota-Engil é um grupo de engenharia, construção e concessões de infraestrutura com operações em mais de 20 países. A companhia tem a família Mota como principal acionista, com cerca de 40,3% do capital, e a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC) como segunda maior acionista, com aproximadamente 31%.
Leia também Negócios Enquanto negocia fatia da Odebrecht, Mota-Engil chega a R$ 14 bilhões em obras no Brasil Videos Como a Mota-Engil assumiu o espaço das empreiteiras envolvidas na Lava Jato A empresa ganhou projeção nacional em 2025, quando venceu a licitação do túnel Santos-Guarujá, em São Paulo, projeto que prevê investimentos de bilhões de reais. Desde então, ampliou sua presença em concessões rodoviárias e contratos de infraestrutura no país, em um mercado que passou por mudanças após a crise de grandes empreiteiras brasileiras, como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, na esteira da Operação Lava Jato. Pedro Pereira anunciou que é o novo CEO da Mota-Engil Brasil.
Brasil ganha peso nos negócios A chegada de Pereira ocorre em um momento de expansão da construtora no Brasil. No primeiro semestre de 2026, o país representava cerca de 14% da carteira global de projetos de engenharia e construção da Mota-Engil, atrás do México, com 21%, e de Angola, com 16%. No mesmo período, a receita da companhia na América Latina somou € 1,171 bilhão (cerca de US$ 1,31 bilhão), alta de 7% em relação ao primeiro semestre de 2025.
O Brasil teve papel importante nesse avanço, com crescimento de cerca de 90% na contribuição para a receita regional, segundo o relatório semestral da empresa. A expansão da operação brasileira ganhou impulso com contratos de infraestrutura e concessões. Em maio de 2025, a Mota-Engil comprou os 50% restantes da Empresa Construtora Brasil (ECB), tornando-se dona integral da companhia.
Naquele ano, também fechou dois contratos com a Petrobras, que somavam € 490 milhões (cerca de US$ 549 milhões), para serviços de manutenção de plataformas marítimas e descomissionamento de dutos submarinos. Em outubro de 2026, a companhia informou a assinatura do contrato de concessão da Rota dos Sertões, corredor rodoviário de aproximadamente 502 quilômetros que conecta o Contorno de Feira de Santana, na Bahia, a Salgueiro, em Pernambuco. O contrato tem prazo de 30 anos e prevê investimentos estimados em R$ 4,1 bilhões (cerca de US$ 760 milhões), equivalentes a aproximadamente € 700 milhões.
A Mota-Engil Brasil detém 33% do Consórcio 116 Sertões, liderado pela Nova Infra Investimentos, com participação de 34%. A Galápagos Participações tem os 33% restantes. O projeto prevê a duplicação de cerca de 108 quilômetros de rodovias, a construção de faixas adicionais e ]]>
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