MPF questiona Meta sobre bloqueios de posts durante as eleições
O Ministério Público Federal pediu explicações à Meta –empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp– sobre o bloqueio automático de publicações durante as eleições de 2026 . 910 conteúdos de 1º a 5 de outubro, no 1º turno, com base em critérios de silêncio eleitoral e identificação de IA (inteligência artificial) em posts políticos . A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão , órgão do MPF, considerou as justificativas insuficientes .
2026), recomendou medidas urgentes para evitar restrições indevidas e garantir a liberdade de expressão nas redes sociais. 2026) . Também deve apresentar um relatório conclusivo em até 30 dias .
A atuação do órgão começou depois de representações das organizações Artigo 19 , Conectas Direitos Humanos , Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z . 000 relatos de remoções de posts, suspensões de contas e restrições de alcance no período eleitoral . Entre os afetados estão veículos de comunicação, jornalistas, entidades estudantis, movimentos sociais e cidadãos .
Segundo o MPF, parte das restrições foi aplicada sem justificativa individualizada ou com classificações inadequadas em categorias graves, como terrorismo e exploração sexual infantil . O QUE O MPF COBRA DA META Na recomendação, o órgão solicita procedimentos mais transparentes e menor dependência de sistemas automáticos em decisões sobre circulação de conteúdo . Entre as medidas solicitadas estão: Revisão humana de bloqueios decorrentes de denúncias em massa ou classificações por infrações graves ; Restabelecimento imediato de publicações e contas quando forem identificados erros ; Comunicação individualizada aos usuários sobre os motivos e a duração das restrições ; Criação de um canal gratuito e de fácil acesso para contestar bloqueios, com análise humana ; Auditoria independente dos algoritmos de moderação utilizados pela empresa .
O MPF também ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal de Porto Alegre (RS) para impedir restrições consideradas arbitrárias . O pedido exige que as decisões de bloqueio não sejam tomadas exclusivamente por algoritmos e que os recursos sejam analisados por equipes humanas especializadas . A ação fixa multa diária de R$ 500 mil por conta em caso de descumprimento de determinação judicial .
out), a Meta informou que restringe conteúdos gerados ou alterados por IA para cumprir resolução do Tribunal Superior Eleitoral. Leia a íntegra do comunicado (PDF – 198 kB). A plataforma declarou que aplicativos de edição de imagens, vídeos e áudios podem inserir nos arquivos sinais técnicos indicativos de IA .
Esses indicadores são identificados automaticamente pela rede, que oculta os conteúdos no Brasil . 2026), quando os posts temporariamente ocultados voltarão a ficar visíveis . O comunicado não esclarece se todos os bloqueios passam por revisão humana nem os mecanismos utilizados para distinguir edições simples de conteúdos sintéticos proibidos pelo TSE .
A investigação do MPF é anterior ao início da restrição temporária de IA para o 2º turno, iniciada em 22 de outubro, e abrange outras práticas de moderação adotadas na campanha . A cobrança ocorre enquanto as plataformas ampliam os mecanismos de identificação de conteúdos produzidos com IA na reta final da disputa . O Poder360 procurou a Meta para questionar sobre os critérios utilizados para restringir os conteúdos, a existência de revisão humana das decisões automatizadas e os procedimentos para reverter bloqueios indevidos.
Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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