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    ‘Mudou a lógica do dinheiro no Brasil’: conheça a história do Pix
    Olhar Digital·17 de set., 18:44

    ‘Mudou a lógica do dinheiro no Brasil’: conheça a história do Pix

    Esta matéria faz parte da série “Tecnologias brasileiras que mudaram o mundo”, exclusiva para assinantes do Clube Olhar Digital . Internet, streaming, inteligência artificial. Tecnologias que provavelmente fazem parte do seu dia a dia.

    E que quando você pensa sobre épocas nas quais elas não existiam, deve se perguntar como as pessoas conseguiam viver sem elas. O Pix também é uma dessas tecnologias. Lançado em 2020 pelo Banco Central, o Pix é hoje o meio de pagamento mais usado no Brasil.

    Em pouco mais de cinco anos, a tecnologia brasileira mudou tudo no mercado. E deve continuar a ser aprimorada nos próximos anos. O desenvolvimento do Pix Técnicos do Banco Central começaram a desenvolver o Pix em maio de 2018.

    A instituição lançou o sistema de pagamentos em novembro de 2020 – foram 31 meses de trabalho . “O Pix mudou a lógica do dinheiro no Brasil”, diz Murilo Rabusky, especialista em tecnologia financeira, em entrevista ao Olhar Digital .   O Pix eliminou a espera.

    Ele funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano, incluindo fins de semana e feriados. O dinheiro cai na conta em segundos e é totalmente gratuito para pessoas físicas. Murilo Rabusky, especialista em tecnologia financeira, em entrevista ao Olhar Digital .

    Mais de 170 milhões de pessoas físicas já fizeram Pix, segundo o Banco Central – Imagem: Iara Faga/Shutterstock “O ponto decisivo foi o desenho do sistema”, afirma Rabusky. ” Na prática, isso obrigou as instituições, dos grandes bancos às fintechs, a operar sob as mesmas regras, no mesmo sistema, explica o especialista em tecnologia financeira. Para Gustavo Siuves, também especialista em tecnologia financeira, “o Pix criou uma camada que passou a conectar diferentes participantes e sobre a qual o mercado pôde inovar”.

    Tipos de Pix O Pix é um sistema de pagamento instantâneo. Em outras palavras: é um caminho para você fazer o dinheiro cair na hora – seja no débito ou no crédito – na conta de quem você está pagando. Se você tem conta em banco, pode criar uma chave Pix.

    Essa chave pode ser um e-mail, seu CPF, o CNPJ da sua empresa, um telefone ou uma sequência aleatória de letras, símbolos e algarismos. Hoje em dia, você pode fazer Pix de várias formas . Por exemplo: Pix “tradicional”: transferência instantânea do dia a dia, em que o dinheiro sai na hora da sua conta após você informar chaves Pix (CPF, celular, e-mail ou chave aleatória) ou dados bancários do destinatário; Pix por aproximação: forma de pagar presencialmente apenas encostando o celular ou relógio inteligente na maquininha de cartão (usando a tecnologia NFC); Pix Agendado: programação de transferência pontual para ser feita numa data futura; Pix Agendado Recorrente: programar pagamentos periódicos de valor fixo, definindo a frequência (como semanal ou mensal) para que as transferências se repitam automaticamente; Pix Automático: funciona como débito automático para contas de consumo (luz, água, telefone) e assinaturas, no qual você autoriza a empresa uma única vez a fazer cobranças periódicas direto na sua conta; Pix no Crédito: fazer transferências usando o limite do seu cartão de crédito (à vista ou parcelado) – o destinatário recebe na hora e você paga na fatura; Pix Cobrança: modalidade voltada para gerar cobranças por QR Code ou código Copia e Cola; Pix Saque: retirar dinheiro físico em estabelecimentos comerciais ou caixas eletrônicos (você pode fazer Pix para o local sem precisar comprar coisas nele); Pix Troco: retirar dinheiro em espécie ao fazer uma compra presencial (você faz Pix com valor superior ao da compra e recebe a diferença em dinheiro no caixa).

    Desenvolvido no Brasil, o Pix é aberto e gratuito – Imagem: Olhar Digital via ChatGPT A chave Pix também simplificou o pagamento na prática. CPF, e-mail, celular ou uma chave aleatória substituíram dados bancários complexos. Pagar ou transferir dinheiro ficou tão simples quanto mandar uma mensagem.

    E a gratuidade para pessoas físicas removeu uma barreira que existia em outros meios de pagamento. Murilo Rabusky, especialista em tecnologia financeira, em entrevista ao Olhar Digital . Outro detalhe importante, este apontado por Siuves: o Pix passou a fazer parte de diferentes jornadas financeiras, tanto para empresas quanto para consumidores.

    “Surgiram novas formas de cobrança, pagamentos por QR Code, novas experiências no comércio e recursos voltados à recorrência e à aproximação”, observa o especialista. O método de pagamento mais usado no Brasil Não demorou para a tecnologia do Banco Central “pegar” entre brasileiros. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já fizeram Pix.

    O número equivale a 80% da população brasileira. Hoje, é o sistema de pagamentos mais usado no país . “O Pix facilitou desde o pagamento de uma compra em uma loja até a divisão de uma conta entre amigos, o pagamento de um profissional autônomo, uma transferência para familiares ou o recebimento de dinheiro”, diz Siuves.

    A tecnologia também cumpre um papel de inclusão financeira, segundo Rabusky. ” O diretor da fintech também apontou que o Pix também sustenta iniciativas mais amplas, como o Open Finance. “Dados de movimentação via Pix ajudam instituições a entender melhor a vida financeira de pessoas e empresas; e a construir crédito e produtos financeiros mais adequados a cada perfil”, explica o especialista.

    Em escala, o Pix também colocou o Brasil como referência em pagamentos instantâneos. É um sistema que outros países observam e estudam ao desenhar suas próprias infraestruturas. Murilo Rabusky, especialista em tecnologia financeira, em entrevista ao Olhar Digital .

    Leia mais sobre tecnologias brasileiras que mudaram o mundo: Chuveiro elétrico Motor flex Raio-X Próximos passos do Pix O Banco Central trata o Pix como uma agenda evolutiva. Isso significa, segundo Rabusky, que “novas funções entram em produção por etapas, não como um projeto fechado”. Em 2025, por exemplo, o Banco Central lançou duas: o Pix Automático e o Pix por Aproximação.

    Em 2026, lapidou as funções . Outras que estão em desenvolvimento são o Pix Garantido (forma de parcelamento dentro do sistema) e o Pix Offline (permitirá transações sem conexão à internet). As próximas modalidades de Pix a serem lançadas pelo BC devem ser Garantido e Offline – Imagem: FotoField/Shutterstock “A frente mais significativa para os próximos anos, no entanto, é a internacionalização”, afirma o especialista.

    ” Para Siuves, o lançamento do Pix e os aprimoramentos trazem mais opções para o consumidor, cuja jornada financeira fica cada vez mais digital. O post ‘Mudou a lógica do dinheiro no Brasil’: conheça a história do Pix apareceu primeiro em Olhar Digital . ]]>

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