Na ONU, Lula defende cooperação contra crime organizado
2026), na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que o combate ao crime organizado exige cooperação internacional para conter o fluxo de armas e dinheiro que abastece as organizações criminosas. Eis a íntegra do discurso (PDF – 180 kB). “Este é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos.
Queremos combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior” , declarou. O presidente também afirmou que o Brasil não vai terceirizar a responsabilidade de defender suas fronteiras e garantir à população o direito de viver sem medo. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas” , declarou.
Lula citou a criação, em Manaus (AM), do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia , que reúne autoridades de segurança pública dos 9 países amazônicos. Também mencionou a aprovação da Lei Antifacção. A fala de Lula antecedeu o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
Os 2 governantes têm uma relação de altos e baixos e um dos pontos de tensão recentes foi a classificação, pelos Estados Unidos, do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações “terroristas” . O governo brasileiro discorda da denominação. Assista à íntegra do discurso de Lula (21min49s): Leia os principais assuntos abordados por Lula em seu discurso: ONU – ”Esse é o momento mais crítico das Nações Unidas.
A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa, sua capacidade de proteger os mais vulneráveis nunca foi tão pequena” ; Conselho de Segurança – ”Não cumpre seu papel” ; tarifaço – “A OMC respira por aparelhos. Países usam tarifas como arma e chantagem.
As consequências serão nefastas” ; big techs & IA – “É uma omissão histórica imperdoável não enfrentar a regulação das big techs e da IA. Um punhado de tecnoligarcas querem ressuscitar uma versão de neoliberalismo sem regras” ; soberania – ”O Brasil não cabe no quintal de ninguém” ; bets – “O Brasil não vai tolerar esse tipo de negócio”; Cuba – “Embargo econômico é ilegal” . LULA NA ONU Esta foi a 11ª participação de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU como presidente da República.
Ele discursou pela primeira vez em 2003 e voltou à tribuna em 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e 2025. Em 2005, participou da reunião de alto nível da ONU, mas não abriu o debate geral. Em 2010, não viajou a Nova York e o então chanceler Celso Amorim discursou em seu lugar.
A viagem deste ano será curta. set), depois do discurso. Antes da Assembleia, cumpriu reuniões bilaterais, entre elas com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Também tem encontro previsto com o secretário-geral da ONU, António Guterres. A agenda brasileira na ONU inclui ainda reuniões sobre a situação da Palestina e a solução de 2 Estados, desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário. O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) presidirá a reunião da Zopacas, enquanto Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) participará de atividades da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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