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    Newcastle: entenda os protocolos de biosseguridade nas granjas
    CNN Brasil·30 de out., 17:52

    Newcastle: entenda os protocolos de biosseguridade nas granjas

    A prevenção contra a doença de Newcastle depende de um conjunto de medidas de biosseguridade adotadas diariamente nas granjas. Com a identificação do vírus em aves de vida livre, autoridades sanitárias e entidades do setor reforçam a necessidade de proteger os plantéis comerciais e evitar o contato entre aves domésticas e silvestres, que podem representar uma via de introdução de agentes infecciosos nas propriedades. Mesmo sem vínculo direto entre as ocorrências identificadas, a detecção do vírus em aves de vida livre aumenta a preocupação com a circulação do patógeno no ambiente.

    Em Mato Grosso, o Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária do Estado) publicou, em 28 de outubro, a Nota Técnica nº 00016/2026, com orientações para que produtores e médicos-veterinários reforcem imediatamente os procedimentos de biosseguridade nas propriedades. Entre as recomendações está a inspeção de telas, portas, cortinas e outras barreiras físicas dos galpões, com a correção de possíveis falhas que permitam a entrada de aves silvestres. A orientação também inclui proteger comedouros, bebedouros, silos e depósitos de ração, além de manter as áreas externas limpas e eliminar resíduos de alimentos que possam atrair pombos.

    Leia Mais Ministério confirma novo foco de Newcastle em granja de Santa Catarina CNA defende negociação da regionalização de embargos após caso de Newcastle Santa Catarina vistoria 1,6 mil granjas após foco de Newcastle O controle de pragas também deve ser realizado de maneira planejada, evitando o deslocamento dessas aves para outras áreas da propriedade. Outra medida importante é intensificar a higienização e a desinfecção de veículos, rodas, ferramentas e equipamentos, além de utilizar roupas e calçados exclusivos nas áreas de criação. A restrição da circulação de pessoas e veículos ao estritamente necessário também faz parte dos protocolos.

    Os acessos devem ser registrados, permitindo identificar quem entrou na propriedade e quais áreas foram visitadas. Segundo o assessor técnico de Pecuária da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Marcos Carvalho, a mobilização dos produtores é fundamental neste momento. Ele destaca que a prevenção depende do comprometimento de toda a cadeia produtiva, com atenção redobrada às condições sanitárias das granjas e dos galinheiros.

    “É fundamental que os produtores mantenham a vigilância nas propriedades . A presença de vírus nos pombos reforça a importância de impedir o contato das aves de vida livre com as aves domésticas, observar qualquer alteração no comportamento ou na saúde dos lotes e comunicar imediatamente ao Indea os sinais suspeitos”, explica. Carvalho também chama a atenção para sintomas que podem indicar a presença da doença, como diarreia, torcicolo, secreção nasal, queda abrupta na produção de ovos e aumento da mortalidade.

    Entenda os principais protocolos de biosseguridade nas granjas A biosseguridade reúne procedimentos destinados a impedir a entrada e a disseminação de agentes infecciosos nos estabelecimentos avícolas. As medidas devem ser adotadas de forma permanente, independentemente da existência de casos confirmados na região . 1.

    Controle de acesso às propriedades A entrada de visitantes deve ser restrita ao mínimo necessário. Produtores precisam manter registros atualizados de pessoas e veículos que circulam pela propriedade, identificando a origem e o destino de cada acesso. A medida reduz o risco de introdução de agentes infecciosos por meio do trânsito entre diferentes granjas.

    2. Barreiras sanitárias Pessoas autorizadas a entrar nas áreas de criação devem realizar a troca obrigatória de roupas e calçados, utilizando vestimentas específicas para cada ambiente da propriedade. O objetivo é evitar que microrganismos sejam transportados de áreas externas para o interior dos galpões.

    3. Limpeza e desinfecção Veículos utilizados no transporte de ração, insumos e materiais precisam passar por procedimentos rigorosos de lavagem e desinfecção. Ferramentas, equipamentos e utensílios também devem ser higienizados antes de serem compartilhados entre diferentes lotes ou propriedades.

    4. Proteção das instalações Telas, portas, cortinas e outras estruturas dos galpões devem ser inspecionadas regularmente. O objetivo é impedir a entrada de aves silvestres, pombos, patos e marrecos.

    Comedouros, bebedouros e depósitos de ração também precisam permanecer protegidos. 5. Tratamento da água e destinação de resíduos A água fornecida às aves e utilizada nos sistemas de nebulização deve receber tratamento adequado.

    A destinação de carcaças e outros resíduos precisa seguir os procedimentos sanitários recomendados, assim como o cumprimento do vazio sanitário entre os lotes. 6. Monitoramento e notificação de suspeitas Produtores e responsáveis técnicos devem acompanhar diariamente as condições sanitárias dos plantéis.

    Alterações respiratórias ou neurológicas, diarreia, secreção nasal, torcicolo, queda na postura e aumento da mortalidade precisam ser comunicados imediatamente ao serviço veterinário oficial. A notificação devem ser realizada à Defesa Sanitária estadual ou pelo Sisbravet (Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias). Novo sistema de rastreabilidade passa a valer a partir de 1º de julho   ]]>

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