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    InvestNews·25 de set., 18:44

    Nike vê entusiasmo de analistas cair ao menor nível em 25 anos

    O entusiasmo de Wall Street com a Nike atingiu o menor nível em pelo menos 25 anos, depois que o Bank of America se tornou a mais recente instituição a ficar mais pessimista em relação à problemática fabricante de artigos esportivos. A analista Lorraine Hutchinson rebaixou as ações da fabricante de artigos esportivos de “neutra” para “abaixo do desempenho do mercado” ( underperform ), adiando para 2028 a expectativa de uma recuperação das vendas. Ela também reduziu fortemente as estimativas de lucro para 2027 e 2028, apontando riscos de queda tanto para os resultados quanto para a avaliação da empresa.

    “Vemos risco de baixa para as estimativas de lucro por ação e para a avaliação da Nike, à medida que a inovação da empresa continua sendo ofuscada por um negócio de produtos clássicos pressionado, enquanto aumentam as dificuldades específicas dos segmentos e os desafios macroeconômicos”, escreveu Hutchinson em relatório publicado na sexta-feira. Leia também The Wall Street Journal O mundo não se cansa desse tênis japonês. E as vendas não param de crescer Negócios On contrata Mbappé para entrar no mercado de futebol e desafiar Nike e Adidas Em uma escala de 1 a 5, em que 5 corresponde a compra e 1 a venda, as ações da Nike agora têm recomendação média dos analistas de 3,3, segundo dados compilados pela Bloomberg.

    É o nível mais baixo desde pelo menos 2001, quando começaram os registros. As ações da Nike caíam 0,4% às 14h em Nova York, ampliando as perdas pela terceira sessão consecutiva. O novo preço-alvo de Hutchinson, de US$ 30, implica uma queda de 17% em relação ao fechamento de quinta-feira.

    A ação não registra um ano positivo desde 2021 e caminha para seu pior desempenho anual desde 1993, quando Michael Jordan se aposentou pela primeira vez do basquete profissional. Hutchinson, do Bank of America, observou que estão aumentando os riscos relacionados aos esforços da empresa para recuperar os negócios. Na América do Norte, a analista prevê uma desaceleração do ritmo das vendas no atacado, já que as vendas aos consumidores estão ficando atrás das vendas aos varejistas devido à falta de modelos clássicos e ao fato de que novos lançamentos não estão conquistando os consumidores.

    Na China, Hutchinson considera que os negócios da empresa estão “em fluxo”, destacando a provável pressão promocional decorrente da redução das vendas online por parceiros. Na Europa, a companhia enfrenta pressões macroeconômicas e competitivas. “Com as vendas sob pressão, as perspectivas de lucro dependem cada vez mais da expansão da margem bruta e do controle de custos, o que cria risco de queda caso o avanço fique aquém do esperado”, escreveu a analista.

    A Nike, queridinha de Wall Street até alguns anos atrás, viu sua situação mudar com a queda nas vendas de produtos da marca Jordan e as dificuldades da divisão de artigos esportivos para competir com empresas como a Deckers Outdoor, fabricante dos tênis de corrida Hoka. A companhia agora passa por uma ampla reformulação estratégica chamada “Win Now”, liderada pelo CEO Elliott Hill. Mas o processo não tem sido tranquilo.

    A Nike perdeu mais da metade de seu valor desde que o retorno de Hill foi anunciado, há mais de dois anos, eliminando quase US$ 77 bilhões em valor de mercado. O avanço lento da estratégia Win Now também tem gerado frustração. A Nike também enfrenta vários problemas relacionados à imagem da marca.

    Entre os reveses recentes estão o fato de as duas seleções que disputaram a final da Copa do Mundo da Fifa terem usado uniformes da rival Adidas; a perda do astro do futebol francês Kylian Mbappé para a On Holding; e as críticas à marca Converse por uma campanha publicitária que evocou a Ku Klux Klan e linchamentos. Uma mudança recente que a Nike espera que ajude na recuperação é a chegada de David Denton, que veio da Pfizer e assumiu o cargo de diretor financeiro em agosto. Mas, como alerta Hutchinson, Denton está herdando uma situação com “pouca margem para erros operacionais”.

    “Com um novo diretor financeiro no comando, o corte de custos provavelmente se tornará um tema central”, escreveu Hutchinson. ” ]]>

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