No carrinho do supermercado, canetas emagrecedoras impulsionam venda de carnes, ovos e… cigarros
A ascensão das canetinhas emagrecedoras nos hábitos da população continuam a mudar a composição das compras nos supermercados. Saem as bebidas alcoólicas, os biscoitos e outros doces. Entram mais carnes, whey protein, vegetais e também… cigarros.
Uma grande rede supermercadista registrou alta de 40% no volume de cigarros vendido no acumulado de 2026 até agora, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo um executivo ouvido pelo InvestNews . Esse executivo atribui o avanço a uma mudança na cesta do contrabando que entra no Brasil: na avaliação dele, criminosos estariam trazendo menos cigarros, e mais canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. O executivo afirma que esses medicamentos ocupam menos espaço e têm alto valor por unidade.
Os dados de apreensões mostram movimentos simultâneos na fronteira, embora ainda não sejam suficientes para comprovar que as canetas estejam substituindo cigarros nas cargas. Leia também Negócios Mercado Livre terá entrega de remédios em uma hora em disputa com iFood e farmácias e venderá também GLP-1 The Wall Street Journal O maior desafio da indústria de alimentos: pessoas que não querem mais comer No primeiro semestre de 2026, o valor das apreensões de canetas emagrecedoras pela Receita Federal passou de R$ 4 milhões para mais de R$ 80 milhões em relação ao mesmo período de 2025. A Receita não informou quantas unidades correspondem ao valor.
860 em 2026, segundo dados divulgados pela Folha de São Paulo em agosto. As apreensões de cigarros em Foz, por sua vez, caíram do pico de 122,69 milhões de maços em 2020 para 64,79 milhões em 2025, recuo de 47%. Ainda assim, o valor estimado do que foi apreendido no ano passado chegou a R$ 421,17 milhões.
A logística de canetas emagrecedoras Um auditor da Receita ouvido pela Folha afirmou que cigarros exigem uma operação logística maior, enquanto canetas emagrecedoras são menores e têm alto valor agregado – embora demandem uma logística especial que pode sair mais caro, dado que precisam ficar em compartimentos refrigerados. A queda em Foz não significa, portanto, que o contrabando de cigarros tenha recuado no país. Na base nacional da Receita, o valor apreendido na categoria “cigarros e similares” ficou praticamente estável entre 2024 e 2025: passou de R$ 789 milhões para R$ 790 milhões.
A série pública disponível ainda não traz um dado nacional de 2026. O estudo O novo mapa do contrabando , do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), aponta que os cigarros seguem entre os principais produtos apreendidos e descreve mudanças nas rotas e na atuação do crime organizado. O relatório estima potencial de lucro de 255% para canetas emagrecedoras e de 507% para cigarros.
O diferencial das canetas, segundo o estudo, é o alto valor agregado em pouco espaço ocupado. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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