No Rio, Lula reforça defesa da PEC da Segurança e atuação policial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta sexta-feira (18), de uma agenda dedicada à segurança pública no Complexo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro. O evento reuniu forças federais, estaduais e municipais para anunciar ações integradas de combate ao crime organizado no estado. Durante o discurso, Lula reforçou a defesa da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, proposta que altera as competências da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na área de segurança.
Leia Mais Lula: temos que tomar conta do nosso petróleo, porque o Trump está por aí Lula espera nova conversa com Fachin sobre crise no STF Clima de tensão e "fogo amigo" crescem nos bastidores do time de Lula A proposta teve o texto-base aprovado na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado no início do mês. Segundo Lula, a mudança ajudaria a estabelecer com mais clareza o papel de cada ente federativo no combate ao crime organizado. O presidente também defendeu a atuação das forças policiais e criticou decisões judiciais que resultam na soltura de criminosos.
“Para que a gente possa construir um comando que as pessoas obedeçam. De vez em quando, o desembargador ainda manda soltar. É uma discussão que precisa ser feita com o Judiciário.
Nós estamos tentando construir uma nova política de segurança pública no país” , afirmou. Lula também defendeu a retomada de territórios atualmente dominados por organizações criminosas. Segundo ele, o governo federal trabalha em três frentes: sufocar a logística do crime, recuperar o controle de territórios e fortalecer a capacidade dos municípios de atuar na segurança pública.
O presidente voltou ainda a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar a discussão sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. “Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado. Ele fala da luta, da briga pelo poder.
Quem era isso? Era o Bolsonaro tentando dar o golpe. Isso é terrorismo de Estado: pensando em matar Lula, Alckmin e matar até o Alexandre de Moraes.
Esse era o plano” , declarou. Durante o evento, Lula também anunciou que, caso seja reeleito, pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima. Os acordos firmados neste mês entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo do Rio têm como prioridades a retomada de territórios dominados pelo crime organizado e a proteção de vias estratégicas, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela, além dos acessos aos aeroportos e ao porto do Rio.
A iniciativa prevê integração entre forças federais, estaduais e municipais, com compartilhamento de informações e uso de inteligência. Rio no azul Durante o evento, o governador em exercício, Ricardo Couto, disse que o estado do Rio deixou a situação de déficit e que a previsão é encerrar o próximo ano com superávit de R$ 5 bilhões. “Hoje, o estado do Rio saiu do vermelho”, destacou.
Lula foge de orientação de campanha ao elogiar Moraes | BASTIDORES CNN ]]>
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