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    Nostalgia em Alta: Por Que a House Music Voltou à Moda
    Forbes Brasil·23 de out., 08:00

    Nostalgia em Alta: Por Que a House Music Voltou à Moda

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. A nostalgia está em alta, e não só entre quem viveu o passado que ela evoca. Entre os Millennials e Gen Z, cresce o interesse por músicas e referências de décadas anteriores – períodos que, muitas vezes, essas gerações nem sequer viveram, como mostra um levantamento realizado pela Vevo .

    Entre outros fatores, o maior impulsionador desse movimento é a tecnologia, que aproximou as fronteiras entre gerações. Plataformas como TikTok , Spotify e serviços de streaming em vídeo (como Netflix) transformaram o passado em um catálogo disponível em tempo real. Músicas antigas começaram a circular novamente, alcançando públicos mais jovens e voltando ao topo das paradas.

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    “A música eletrônica é muito cíclica e pode vir com várias tendências diferentes, mas acredito que o Deep House (subgênero) volte com tudo , fazendo um resgate dos anos 90 e 2000″, explica em entrevista à Forbes Brasil . Mas a house é mais do que uma tendência sonora. Desde suas origens em Chicago nas décadas de 70 e 80, o gênero esteve ligado à criação de espaços de liberdade e pertencimento para comunidades negras, latinas e LGBTQIA+.

    Os primeiros clubes underground reuniam esses públicos e criavam, sob as luzes do globo de espelhos, comunidades acolhedoras em uma época em que esse conceito era raro para as minorias. Talvez seja justamente essa combinação entre música e conexão humana que ajude a explicar sua força hoje. Segundo o relatório IMS Business Report 2026 , a house music e seus subgêneros (como tech, melodic, deep e afro house) dominam o som das raves ao lado de batidas mais intensas e aceleradas.

    O levantamento revela um público que não necessariamente escolhe entre passado e futuro, mas está aberto à experimentação e à coexistência entre memória afetiva e novas tecnologias e referências. Além de uma fórmula pronta, o house constrói sua identidade pela atmosfera e pela sensação da pista. Samples de vozes e sons, instrumentos e batidas são capazes de construir um groove ao mesmo tempo dançante e quente, sem depender da velocidade para levantar o astral da pista.

    “ O som se define na sensibilidade dos contrastes : saber a hora exata de manter um groove minimalista e contínuo ou de introduzir momentos de pura tensão e drama através de quebras melódicas. O que me guia não são nomes de faixas, mas sim as texturas e as sensações que elas provocam no público”, compartilha Jessy. Divulgação Jessica Brankka A DJ vem se consolidando como uma das principais figuras na mudança sonora eletrônica.

    Com sets que vão do Afro House ao Techno Melódico, ela já subiu aos tão sonhados palcos de Ibiza, Coachella e Tomorrowland. Mais do que músicas isoladas, Jessy conta que seu estilo é um reflexo de pesquisa e experimentação na cabine, “testando o que faz o corpo dançar e o que toca a alma na pista”. Em parceria com o DJ e produtor Floyd Lavine, ela lançou seu primeiro EP “Lampião”, por um dos maiores selos de afro house do mundo, “Frau Blau”.

    O projeto teve apoio de gigantes da música como Solomun, Blondish, Joris Voorn, Matthias Tanzmann, entre outros. Ela inclusive conta que uma de suas maiores inspirações é o próprio Solomun, com quem já trabalhou. Se pudesse dividir o line-up com qualquer artista, seria ele.

    Daft Punk, Gesaffelstein, Soulwax e Nina Kraviz foram outros que ajudaram a DJ a construir uma sonoridade tão única. “Eu gosto muito de voltar no tempo. Recentemente estava ouvindo o álbum “Discovery”, do Daft Punk.

    É nostalgia total, muito atemporal. Sempre que ouço “Veridis Quo” meu lado emocional aflora e passa um filme na cabeça”, conta. Quer aproveitar o melhor do House?

    Comece por essa playlist Se você ainda não conhece o gênero muito bem, ou se já gosta mas quer transportá-lo das pistas para o fone de ouvido, abaixo Jessy Brankka reúne 10 músicas para você aproveitar a House Music ao máximo. Musk – OMRI. Remix — Jessica Brankka, OMRI; Disco Party Baby — Vampire Sex; Going The Distance — Skatman; I Never Knew — Adam Ten; Ghost Dance — Brunello, Vargas; Cabana — Rooléh; Maggy Doesn’t Need To Know — Demi Riquísimo; See The Sun — Cosmjn; Bail-E – Mixed — Mr.

    Ho; Silver Lines (feat. Emily Warren) — ANOTR, Emily Warren O post Nostalgia em Alta: Por Que a House Music Voltou à Moda apareceu primeiro em Forbes Brasil . ]]>

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