Nova espécie de rã-de-vidro é descoberta em Goiás; análise foi dificultada pelo tamanho da espécie e área de difícil acesso
Uma nova espécie de rã-de-vidro foi identificada em Luziânia, em Goiás, por pesquisadores. As dificuldades para analisar a Vitreorana micaelae ocorreram devido ao local de difícil acesso e ao pequeno tamanho da espécie, que tem pouco mais de dois centímetros . A pesquisa foi realizada por cientistas da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade de Brasília (UnB).
O artigo foi publicado na revista científica ZooKeys. Após uma análise que envolveu diferentes áreas do conhecimento, como morfologia, bioacústica, genética molecular e trabalho de campo, os pesquisadores concluíram que a espécie se tratava da 11ª espécie do gênero Vitreorana. Dentre as espécies do gênero, apenas quatro são encontradas no território brasileiro , sendo esta a segunda que ocorre exclusivamente no Cerrado.
Leia Mais Uma 'aranha' cresce na ponta da cauda de uma víbora, pássaros mergulham para se alimentar, mas são enganados e viram presas da cobra Um bilhão de moscas de laboratório estão na luta contra a mosca-varejeira Uma nova espécie de aranha-do-mar com três lábios, espinhos nas patas e aspecto "peludo" é descoberta no Canadá A espécie está associada à floresta semidecídua e à mata ciliar, o que contrasta com as outras espécies do gênero, que são tipicamente encontradas na Amazônia e na Mata Atlântica. Entre as principais características da Vitreorana micaelae estão; A coloração dorsal verde-clara, com tons amarelos nas extremidades dos membros e dedos Pigmentos pretos distribuídos por toda a superfície dorsal e pelos membros anel verde mais claro ao redor do olho Lábio superior com uma linha branca supralabial Superfície ventral dos membros, mãos e pés esverdeada Ventre translúcido A espécie é a 11ª descrita do gênero Vitreorana . A descoberta também representa a segunda espécie de Vitreorana endêmica do Cerrado brasileiro e a primeira do estado de Goiás.
Entre as ameaças antropogênicas, ou seja causada por humanos, estão a construção de barragens em rios , a conversão de terras para a agricultura que pode levar à degradação de rios e córregos dentro de sua área de distribuição e potenciais atividades de mineração na região. Cerrado aposta no uso eficiente de terras para ampliar produção de alimentos | CNN AGRO NEWS Devido à insuficiência de informações disponíveis para avaliar a fragmentação populacional e o impacto dessas ameaças sobre a espécie , os pesquisadores a classificaram como Dados Insuficientes (DD), de acordo com os critérios da IUCN (IUCN 2025). O nome da espécie é uma homenagem à bióloga Micaela de Jolepian L.
Vaz, esposa do primeiro autor, em reconhecimento ao seu apoio à pesquisa sobre a biodiversidade neotropical. *Sob supervisão de Thiago Félix ]]>
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