Novo estudo indica que corvos tomam decisões em 235 milissegundos e revela como o cérebro das aves processa informações visuais
Os corvos conseguem tomar decisões visuais em cerca de 235 milissegundos , em média, segundo um estudo publicado na revista científica Science. A pesquisa investigou como o cérebro dessas aves processa informações visuais e transforma os estímulos recebidos em respostas. Os pesquisadores identificaram sinais de atividade cerebral relacionados à escolha antes de os animais responderem ao estímulo apresentado.
Leia Mais Eles colocaram eletrodos no cérebro de um cachorro e descobriram que o cão consegue segmentar a fala humana contínua em palavras Qual pássaro tem o canto mais musical? Novo estudo tem a resposta Memória ruim? Levar choques no rosto pode ajudar, sugere estudo Os resultados ajudam a compreender os mecanismos neurais envolvidos na tomada de decisão e mostram como o cérebro dos corvos processa informações durante uma tarefa visual .
Como foi feito o experimento O estudo foi realizado com dois Corvus corone (corvos-carniça), treinados para identificar a direção do movimento de pontos exibidos em uma tela sensível ao toque. Depois de observar os estímulos, as aves deveriam indicar a direção percebida bicando o alvo correspondente. Os pesquisadores variaram a clareza dos movimentos apresentados para avaliar como a quantidade de informação visual influenciava as respostas .
Quando os estímulos eram mais claros, os animais acertavam praticamente todas as tentativas. Mesmo diante de movimentos difíceis de identificar, com apenas 3% de coerência direcional, o desempenho permaneceu acima do esperado ao acaso. O tempo médio de resposta foi de aproximadamente 235 milissegundos, ou 0,235 segundo.
O experimento permitiu avaliar tanto a velocidade quanto a precisão com que os animais identificavam os estímulos visuais . IA resolve problemas matemáticos milenares; qual é o limite dela? Veja no Prompt CNN | PRIME TIME O que acontece no cérebro dos corvos Para investigar os mecanismos envolvidos nas decisões, os cientistas registraram a atividade de 248 neurônios no nidopálio caudolateral, uma região cerebral das aves associada a funções cognitivas complexas .
A atividade neuronal relacionada à direção escolhida começou a se diferenciar cerca de 70 milissegundos após a apresentação do estímulo visual. Esse sinal foi observado aproximadamente 170 milissegundos antes da resposta comportamental dos animais. Os pesquisadores também identificaram um aumento progressivo da atividade neuronal durante a formação da decisão.
Esse padrão variava conforme a quantidade de evidências visuais disponíveis, indicando uma relação entre o processamento das informações e a escolha feita pelos animais. O comportamento neuronal observado é compatível com modelos de tomada de decisão estudados em humanos e outros primatas, nos quais a informação sensorial é acumulada até que uma resposta seja selecionada. Como o estudo contribui para entender a cognição das aves O nidopálio caudolateral é considerado funcionalmente comparável, em determinados aspectos, ao córtex pré-frontal dos mamíferos, região envolvida em diferentes funções cognitivas.
As aves não possuem um córtex cerebral organizado em camadas da mesma maneira que os mamíferos. Ainda assim, os resultados sugerem que estruturas cerebrais diferentes podem sustentar processos de tomada de decisão baseados em princípios semelhantes. A pesquisa contribui para ampliar o conhecimento sobre a evolução da cognição e sobre como diferentes arquiteturas cerebrais processam informações e orientam comportamentos.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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