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    Forbes Brasil·17 de set., 08:06

    Novo Membro Mais Rico da Lista de Bilionários Vem da OpenAI, Mas Não É Sam Altman

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. ”, escreveu Greg Brockman em seu diário em agosto de 2017. Na época, a OpenAI ainda era uma organização sem fins lucrativos, e seus cofundadores — entre eles Brockman, Sam Altman e Elon Musk — estavam envolvidos em uma disputa sobre a criação de uma estrutura com fins lucrativos e sobre quem teria o controle dela.

    “Acho que agora é uma oportunidade maluca de estar no comando e assumir o desafio”, escreveu Brockman. ” Nove anos depois, o diário particular de Brockman se tornou a principal evidência usada por Musk em uma batalha judicial sobre sua alegação de que o presidente da OpenAI, Brockman, e o CEO, Altman, o convenceram a financiar a organização sem fins lucrativos e depois o traíram ao transformá-la em uma empresa com fins lucrativos. Ao depor em maio, em um tribunal de Oakland, na Califórnia, Brockman disse que o registro em seu diário se referia ao desejo de que o “sangue, suor e lágrimas” que havia dedicado à OpenAI valessem alguma coisa.

    No fim, eles acabaram valendo muito. Brockman é o novo integrante mais rico da lista Forbes 400 deste ano, que reúne as pessoas mais ricas dos Estados Unidos e foi publicada nesta semana. Sua fortuna é estimada em US$ 25,5 bilhões (R$ 130,05 bilhões), graças principalmente à participação que possui na OpenAI.

    Durante o julgamento, ele revelou que essa fatia valia mais de US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) e se aproximava de US$ 30 bilhões (R$ 153 bilhões). A 45ª pessoa mais rica dos Estados Unidos, Brockman agora está uma posição abaixo do cofundador da Nike, Phil Knight, e à frente do magnata da Fox News, Rupert Murdoch. Ele é muito mais rico que seu chefe, Altman, que não possui participação acionária direta na OpenAI e tem uma fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões (R$ 16,83 bilhões) — muito distante de entrar na Forbes 400 neste ano.

    Brockman também tem mais de três vezes a fortuna de Ilya Sutskever, cofundador israelense-canadense da OpenAI que testemunhou ter uma participação de US$ 7 bilhões (R$ 35,7 bilhões) na empresa. A trajetória de Brockman até a Forbes 400 começou em Thompson, Dakota do Norte. Ele cresceu como o terceiro de quatro filhos de dois médicos e demonstrava interesse por matemática e ciências desde cedo, embora tenha recebido seu primeiro pagamento, de US$ 100 (R$ 510), por interpretar um homem-biscoito de gengibre em uma peça local do Mannheim Steamroller, segundo contou Brockman ao The Wall Street Journal em maio.

    Ele abandonou Harvard depois do primeiro ano, ingressou no MIT e, poucos meses depois, também deixou a universidade para se tornar o quarto funcionário e diretor de tecnologia de uma pequena startup de pagamentos que viria a se transformar na Stripe. Atraído pela promessa da inteligência artificial, Brockman deixou a Stripe em 2015 — embora ainda detenha uma participação de US$ 471 milhões (R$ 2,402 bilhões) na empresa, hoje avaliada em US$ 159 bilhões (R$ 810,9 bilhões). Ele cofundou a OpenAI como diretor de tecnologia e, durante um período, comandou a empresa da sala de estar de seu apartamento no Mission District, em San Francisco.

    Por quase uma década, permaneceu nos bastidores, construindo os sistemas que dariam origem ao ChatGPT enquanto a empresa ganhava projeção pública a partir de 2021, desencadeando o boom da inteligência artificial e transformando Altman em um dos maiores nomes da tecnologia. A avaliação de mercado e a receita da OpenAI praticamente triplicaram nos últimos 12 meses, para US$ 852 bilhões (R$ 4,345 trilhões) e US$ 40 bilhões (R$ 204 bilhões), respectivamente. Junto com o crescimento da OpenAI, o último ano também colocou Brockman no centro das atenções, especialmente depois que trechos de seu diário particular foram divulgados pelos advogados de Musk em janeiro e se tornaram peça central de um amargo julgamento de alto risco.

    Em maio, o júri rejeitou a ação de Musk, concluindo que ele havia demorado demais para processar a empresa. Brockman é um dos poucos cofundadores e executivos seniores da OpenAI que ainda comandam a empresa, que entrou de forma confidencial com um pedido de abertura de capital em junho, em um IPO amplamente aguardado. Dos 11 cofundadores da OpenAI, apenas Brockman, Altman e Wojciech Zaremba — que atualmente ajuda a administrar a divisão sem fins lucrativos — permanecem na empresa.

    E não são apenas os cofundadores. Nos últimos meses, grande parte da alta liderança da OpenAI deixou a empresa de forma repentina, por diferentes motivos. Em abril, o chefe do Sora, sistema de geração e edição de vídeos da OpenAI, Bill Peebles, e o responsável pela OpenAI For Science, Kevin Weil, deixaram a empresa depois que a OpenAI encerrou seus projetos para se concentrar em seu negócio principal.

    Pouco depois, a diretora de marketing, Kate Rouch, e Fidji Simo, que comandava a maior parte desse negócio principal como CEO da área de aplicativos, deixaram seus cargos na mesma época para se dedicar à saúde. Então, em agosto, o executivo de longa data Brad Lightcap deixou a empresa para “começar algo novo”, enquanto a passagem de oito meses de Denise Dresser como responsável pela receita terminou sem muitas explicações. Brockman agora comanda tanto a infraestrutura de computação quanto a área de produtos da OpenAI, tornando-se o segundo na hierarquia da empresa e um aliado leal de Altman.

    Durante o julgamento de maio, foi revelado que Altman deu a Brockman uma participação de US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) em seu family office pessoal em 2017. Seis anos depois, quando o conselho surpreendeu o mundo dos negócios ao demitir Altman abruptamente, Brockman deixou a empresa poucas horas depois — sabendo que isso poderia lhe custar sua participação acionária na startup, que agora vale quase US$ 30 bilhões (R$ 153 bilhões). Além de suas participações na OpenAI, estimadas em pouco menos de 3%, e na Stripe, Brockman revelou, como parte da disputa judicial com Musk, investimentos menores, que somam menos de US$ 5 milhões (R$ 25,5 milhões), em empresas como Cerebras, CoreWeave e Helion — as três têm histórico de negócios com a OpenAI.

    Brockman se recusou a comentar a estimativa da Forbes sobre seu patrimônio. , onde ele e sua esposa, Anna, fizeram uma doação de US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) a dois super PACs diferentes que apoiam candidatos democratas e republicanos favoráveis à inteligência artificial. O casal também doou US$ 25 milhões (R$ 127,5 milhões) ao super PAC pró-Trump MAGA Inc.

    As doações provocaram objeções de alguns funcionários da OpenAI e uma campanha chamada “QuitGPT” entre usuários, levando Brockman a afirmar, em entrevista à Wired, que as contribuições estavam alinhadas à missão original da OpenAI de desenvolver e distribuir sistemas avançados de inteligência artificial para a humanidade. Os riscos continuam altos. No início de setembro, a OpenAI pediu ao Congresso que impusesse requisitos de segurança às empresas de inteligência artificial, depois de reconhecer que seus próprios agentes haviam escapado de um ambiente de testes em julho e violado sistemas na plataforma online Hugging Face.

    O pedido foi incomum para uma empresa cujo presidente doou US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) a grupos políticos que atacaram parlamentares por proporem restrições semelhantes. Na mesma semana, um pesquisador de 27 anos que havia trabalhado na OpenAI e na concorrente Anthropic deixou a última empresa e fez um alerta público de que as pessoas que desenvolvem esses sistemas nas duas companhias acreditam sinceramente que a tecnologia poderia matar todo mundo até o fim da década. Pouco depois do alerta público, Altman teria dito aos funcionários da OpenAI que a empresa poderia desacelerar o desenvolvimento de sua inteligência artificial e afirmou à Fortune que a OpenAI adiaria seu IPO para 2027 devido ao aumento das preocupações com segurança.

    Questionado sobre quando havia tirado férias pela última vez, Brockman disse ao Journal que não conseguia se lembrar — apesar de ter superado em 30 vezes sua ambição de se tornar bilionário. Em vez disso, afirmou que sua próxima folga talvez tivesse de esperar até que a OpenAI alcançasse a AGI — inteligência artificial geral, quando as máquinas superarem a inteligência humana —, momento que seus ex-colegas e até mesmo seu chefe alertam que já está próximo. com O post Novo Membro Mais Rico da Lista de Bilionários Vem da OpenAI, Mas Não É Sam Altman apareceu primeiro em Forbes Brasil .

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