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    Novo rechaça apoio a Motta e deve lançar candidatura própria à presidência da Câmara
    Revista Oeste·02 de nov., 22:26

    Novo rechaça apoio a Motta e deve lançar candidatura própria à presidência da Câmara

    O Partido Novo deve lançar uma candidatura própria à presidência da Câmara dos Deputados , cuja eleição está prevista para fevereiro de 2027. Três nomes estão na disputa: Jeffrey Chiquini (PR), Luiz Lima (RJ) e Adriana Ventura (SP). A intenção é escolher um parlamentar que tenha identificação com as pautas defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    O Novo descarta apoiar a reeleição do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parlamentar paraibano já conta com o respaldo de partidos do centrão e da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. O PL, que terá a maior bancada da Câmara em 2027, também considera uma aliança com Motta.

    Novo quer aproximação com o bolsonarismo A decisão de disputar o comando da Câmara com um candidato identificado com o bolsonarismo acompanha a mudança na atuação nacional do Novo. A legenda, que surgiu com uma plataforma liberal e de redução do Estado , passou a investir na aproximação com lideranças conservadoras e com o eleitorado de Bolsonaro. Em outubro, por exemplo, o partido oficializou apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva.

    Na ocasião, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a legenda pretendia combater o governo petista e defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal . A aproximação vinha sendo discutida desde o primeiro semestre. Em abril, integrantes do Novo defenderam uma composição entre Flávio e Romeu Zema na disputa presidencial.

    Na época, contudo, o então pré-candidato do Novo resistiu à ideia de abandonar a candidatura. O Novo quer se aproximar do bolsonarismo | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Cláusula de barreira pesou na estratégia eleitoral A aproximação com o bolsonarismo também esteve ligada à necessidade de crescimento eleitoral do Novo. Antes das eleições de outubro, a legenda enfrentava o risco de ficar abaixo da cláusula de barreira, mecanismo que condiciona o acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita ao desempenho nas urnas.

    Para superar a exigência em 2026, os partidos precisavam alcançar pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, com distribuição mínima entre os Estados, ou eleger 13 deputados federais em pelo menos nove unidades da Federação. O Novo conseguiu cumprir a regra pelo critério de votação. Elegeu dez deputados federais e três senadores, contra apenas três deputados federais em 2022.

    O resultado garantiu à legenda acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita. v=SsnSdWseSvA O post Novo rechaça apoio a Motta e deve lançar candidatura própria à presidência da Câmara apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>

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