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    Nunes diz que São Paulo operou com 71% da frota de ônibus no 2º turno
    CNN Brasil·28 de out., 03:02

    Nunes diz que São Paulo operou com 71% da frota de ônibus no 2º turno

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (27) que a capital paulista operou com 71% da frota de ônibus no último domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Apesar da determinação da Justiça Eleitoral para que 100% da frota estivesse em circulação , Nunes alegou que recebeu a notificação “em cima da hora”, o que inviabilizou o cumprimento integral da medida. 814 ônibus, de um total de 12 mil ônibus.

    Nós recebemos a notificação do oficial de Justiça às 13h10 e, às 13h32, já havia sido despachado [o comunicado] para que as empresas que operam pudessem cumprir aquela determinação judicial”, disse o prefeito durante a coletiva de imprensa. Leia mais Fuga de Flávio pode dar vaga a suplente que declarou voto em Lula em 2022 TREs reforçam legitimidade das eleições e elogiam gestão de Nunes Marques Eleições 2026: Como SP votou e o que explica diferença entre regiões? Nunes afirmou que os ônibus que não circularam na capital foram aqueles cujos motoristas não compareceram ao trabalho.

    “Nós, rapidamente, fomos dar cumprimento à decisão judicial e as empresas começaram a chamar os motoristas para ir trabalhar. Obviamente, em cima da hora, de sábado para domingo, lembrando que a operação começa à meia-noite. Então, nós tínhamos poucas horas para mobilizar milhares e milhares de pessoas.

    Só não foi o ônibus para a rua daquele motorista que não veio”, disse. Segundo o prefeito, o tempo disponível para reorganizar a operação e atender à decisão judicial demonstra que houve, por parte das empresas, “um grande esforço”. Nunes explicou que, no primeiro turno, a capital operou com 50% da frota e que a mesma estratégia seria adotada no segundo turno até a determinação judicial.

    “Nós tínhamos 50% da frota no primeiro turno. Nenhum problema. Segundo turno, 71%.

    Tentamos pôr 100%? Tentamos”, afirmou. Após Nunes mencionar que foi acionado “em cima da hora”, jornalistas questionaram o prefeito sobre a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de fevereiro, relativa à gratuidade do transporte público e à disponibilização da frota integral no dia da eleição .

    “A gente já tinha uma decisão, inclusive, do STF, que dizia que as prefeituras e os estados deveriam disponibilizar, dentro das suas condições de análise técnica, transporte suficiente para transportar os passageiros. Dado importante: quantos passageiros foram transportados no primeiro turno? 3,2 milhões.

    Quantos foram transportados no segundo turno? 3,2 milhões”, respondeu Nunes. Por fim, o prefeito afirmou que nenhum paulistano deixou de votar por falta de transporte público.

    “Nós tivemos uma oferta de ônibus muito maior do que a demanda. Então, a grande questão é a seguinte: alguém ficou sem votar por causa de ônibus? Não.

    Nós tínhamos a demanda atendendo à oferta, atendendo à demanda? Sim”, declarou. A redução da frota de ônibus esteve no centro de questionamentos judiciais durante o segundo turno.

    Pela primeira vez na história do país, o horário de votação foi prorrogado em razão de problemas relacionados ao transporte de eleitores, com relatos de redução da frota em São Paulo e na Bahia . Partidos acionaram a Justiça por falta de ônibus em São Paulo No domingo, passageiros relataram filas, demora e redução na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais. As denúncias levaram partidos a acionar a Justiça Eleitoral em São Paulo .

    No estado, a Justiça determinou a circulação de 100% da frota de ônibus após um pedido de parlamentares do PSOL. Já na capital paulista, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou a Justiça Eleitoral e acusou a Prefeitura de São Paulo de operar o transporte público com 60% da frota durante o segundo turno . A coligação afirmou ter recebido denúncias sobre a circulação reduzida de ônibus na capital, o que dificultaria o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

    Segundo a petição, bairros da zona leste, como o Itaim Paulista, estariam entre os mais afetados. A determinação para que 100% da frota estivesse à disposição da população foi expedida no sábado (24) pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, após ação popular apresentada por parlamentares do PSOL. PT aciona Justiça Eleitoral por ônibus em SP; Prefeitura diz que cumprirá | CNN ELEIÇÕES   ]]>

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