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    Forbes Brasil·29 de set., 08:00

    O Conselho do CEO da Mercedes-Benz Cars Brasil para Líderes Que Precisam Tomar Decisões Difíceis

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Há uma parte do trabalho de um CEO que não aparece nas apresentações de resultados: decidir quando qualquer escolha terá consequência para alguém. Ronald Koning , presidente e CEO da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil , não tenta suavizar esse momento.

    Para ele, o primeiro passo é explicar por que a decisão precisa ser tomada. “Eu tento primeiro trazer transparência e mostrar o propósito, o porquê de aquilo ser importante. Depois, comunico a decisão da forma mais transparente possível”, afirmou em entrevista exclusiva à Forbes Brasil.

    Quando a mudança envolve pessoas, ele acrescenta uma distinção: “Não é uma decisão contra a pessoa. ” A resposta ajuda a revelar o estilo de um executivo que completa dois anos no comando brasileiro da Mercedes-Benz e que construiu boa parte da carreira fora do próprio país. Holandês, Koning entrou na empresa em 2008, passou pelas áreas de vendas e, quatro anos depois, mudou-se para Shenzhen, na China, para trabalhar na criação de uma marca elétrica em uma joint venture.

    Em Pequim, liderou projetos ligados à arquitetura de veículos elétricos e à implantação de serviços de recarga. Em 2024, assumiu a operação de Cars & Vans no Brasil. O país exigiu uma adaptação que ele resume em uma palavra: proximidade.

    Um CEO que foi para a rua Ao chegar, Koning estabeleceu como prioridade conhecer pessoalmente concessionários, famílias empresárias, equipes regionais e clientes. O Brasil, diz, é grande demais para ser entendido apenas de dentro do escritório. “Você precisa entender o país e precisa entender os clientes.

    ” Esse contato acabou influenciando decisões de produto. O recém-lançado Classe V é um exemplo . Durante visitas à rede, Koning ouviu pedidos por um veículo desse tipo e enxergou espaço para entrar em um nicho ainda pequeno no Brasil.

    900 na configuração V 300 Avantgarde. 900. “Se você olha apenas para os números de hoje, pode dizer que o mercado é pequeno.

    Mas acredito que é possível fazer esse segmento crescer”, diz Koning. É uma característica que ele inclui entre as qualidades necessárias a um CEO: curiosidade suficiente para testar caminhos mesmo quando o mercado ainda não está pronto. Mais perto também dentro de casa Uma das mudanças implementadas por Koning foi mais sensível.

    A equipe trabalhava bastante de casa, mas ele considerava que determinados problemas demoravam mais para ser resolvidos e que a comunicação perdia velocidade. A companhia aumentou a convivência presencial. Segundo o executivo, a reação dos parceiros comerciais foi perceptível: mais comunicação, maior engajamento e respostas mais rápidas.

    A aproximação também vale para os concessionários. Pelo menos uma vez por ano — em alguns casos, duas —, parceiros brasileiros são levados à sede da Mercedes-Benz na Alemanha para conhecer antecipadamente produtos, tecnologias e direções de design. A lógica é simples: quem terá de investir em loja, serviço e estrutura precisa saber para onde a fabricante pretende ir.

    “Você precisa dar a eles uma visão do futuro”, afirma. AMG bate recorde no Brasil Os dois primeiros anos de Koning também coincidiram com um momento importante para a divisão de performance. 157 carros no Brasil, maior volume anual de sua história no país.

    O resultado representou crescimento de 35% sobre as 852 unidades de 2024. 046 emplacamentos. As versões 45 e 63 responderam por 567 unidades em 2025, contra 417 no ano anterior, avanço próximo de 36%.

    Globalmente, a AMG entregou 145 mil veículos, alta de 7%. Koning atribui ao brasileiro uma relação particularmente emocional com determinados produtos. ” Mais lançamentos a caminho O portfólio continuará mudando.

    Koning afirma que novos modelos ainda chegarão ao Brasil neste ano, incluindo o novo Classe S . O cenário comercial, porém, é diferente do encontrado em 2025. Depois do forte crescimento do ano passado, o mercado desacelerou em 2026.

    A meta da Mercedes-Benz, segundo o CEO, é preservar sua participação e esperar uma recuperação do tamanho do mercado a partir do fim deste ano e de 2027. Também há fatores que exigem atenção: eleições, reforma tributária, câmbio e mudanças regulatórias. Koning costuma explicar à matriz que não existe apenas um Brasil.

    As dimensões do país criam mercados e comportamentos diferentes dentro de uma mesma fronteira. Sua recomendação para lidar com a volatilidade brasileira poderia igualmente servir para qualquer executivo: não reagir a cada mudança como se ela fosse definitiva. “Minha mensagem é sempre: tranquilo.

    Não super-reaja. Hoje pode parecer de um jeito e amanhã ser diferente. ” No fim, quando perguntado sobre o que diferencia um bom CEO, Koning não começa por balanços ou indicadores financeiros.

    Fala em capacidade de se conectar com pessoas, comunicação, visão estratégica e curiosidade. Especialmente no Brasil, acrescenta, é preciso continuar olhando para novos produtos, novos segmentos e ideias que talvez já tenham sido testadas antes. ” O post O Conselho do CEO da Mercedes-Benz Cars Brasil para Líderes Que Precisam Tomar Decisões Difíceis apareceu primeiro em Forbes Brasil .

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