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    Money Times·06 de nov., 20:07

    O futuro do etanol no Brasil e as empresas que estão na vanguarda da transformação do setor

    Depois de multiplicar sua produção nos últimos dez anos, o setor de etanol de milho começa a desenhar quais serão suas próximas avenidas de crescimento. Para Amaury Pekelman, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a expansão não dependerá apenas do consumo nos postos de combustível. Novos mercados podem abrir espaço para uma nova fase da indústria.

    Entre eles, o presidente da entidade destaca o transporte marítimo. “Hoje, o grande vetor para crescimento mais rápido é o marítimo”, afirmou ao Money Minds. Segundo Pekelman, empresas como Copersucar e Inpasa participam dos esforços para viabilizar certificações internacionais e construir demanda junto ao setor naval.

    A aposta vem ganhando força porque o transporte marítimo enfrenta crescente pressão global para reduzir suas emissões de carbono. SAF continua no radar Outra frente acompanhada pela indústria é o combustível sustentável de aviação (SAF). Nesse caso, a visão da Unem é mais cautelosa.

    “O SAF tem um custo muito alto. A rota Alcohol-to-Jet (ATJ) demanda muito etanol e ainda é cara”, disse o executivo . Quem lidera a nova fase do setor Quando o assunto é inovação, Pekelman destacou dois grupos entre as operações dedicadas ao milho.

    “Na parte de etanol de milho, nas plantas standalone (dedicadas apenas para produção de etanol de milho), FS e Inpasa estão com novas tecnologias e avançando muito”, afirmou. Já no segmento de usinas flex, que integram cana e milho, os destaques ficaram com São Martinho e Cerradinho . Segundo ele, as companhias lideram um modelo industrial que permite produzir durante todo o ano utilizando a infraestrutura já existente da cana.

    “São empresas que fazem um trabalho fantástico nessa integração”, afirmou. Meta é ampliar participação do milho A expectativa da entidade é que o etanol de milho continue ganhando participação na matriz brasileira de combustíveis. Segundo Pekelman, o setor pode sair dos atuais cerca de 25% a 30% da produção nacional para algo próximo de 45% em uma década.

    Para isso, a indústria aposta em três frentes: aumento das misturas de etanol na gasolina, expansão da demanda doméstica e abertura de novos mercados, especialmente no segmento marítimo. ]]>

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