O para-choque janonista
O lulopetismo nunca precisou de bons motivos, apenas de bons pretextos. E o pretexto deste segundo turno foi, como em 2022, a salvação da democracia contra o fascismo, essa entidade proteiforme que a esquerda brasileira enxerga em todo adversário desde os anos 1980, menos em si própria (esquecendo, aliás, as origens marxistas, socialistas e sindicais do fascismo italiano). Quando a causa é tão sublime, nenhum meio parece baixo demais.
Diante da derrota que se anuncia, a campanha trocou a política pela liturgia da guerra. O sumo sacerdote dessa liturgia atende pelo nome de André Janones, o “general do Lula”. Deputado federal por Minas Gerais, réu confesso por rachadinha e acusado de agredir moral e psicologicamente uma ex-companheira, essa criatura do submundo esquerdista comanda no WhatsApp um canal batizado, sem nenhuma ironia, de “Exército do Lula”.
” [ sic ]. As maiúsculas são dele. A democracia, no vocabulário janonista, é coisa que se defende em formação de combate.
Pois bem. Neste sábado, véspera da votação, um carro com dois adesivos da campanha do PT avançou contra um grupo reunido num ato a favor de Flávio Bolsonaro em Ilhabela, no litoral paulista. Segundo matéria da Oeste , vídeos gravados por pedestres mostram o motorista acelerando bruscamente e subindo na calçada .
Duas crianças foram atingidas, uma delas com fratura exposta na perna. O condutor foi contido pelos manifestantes e preso em flagrante pela Polícia Militar. A polícia abriu inquérito para apurar a motivação.
com/belfordroxo24h/status/2114112680025903327 O falso amor do PT pela democracia Cabe aguardar a investigação, claro. Mas cabe também perguntar. Terá sido aquilo mais um ato de resistência contra o alegado fascismo bolsonarista?
Um louvor à democracia, executado com o pé no acelerador? Ou apenas o soldado raso do exército lulo-janonista que, de tanto ouvir falar em batalha final, concluiu que era hora de entrar em campo? René Girard mostrou que a violência coletiva começa sempre por se convencer da culpa da vítima.
Essa convicção o lulopetismo vem cultivando há anos, com uma cuidadosa organização política do ódio: do outro lado não há adversários, há inimigos da humanidade. Contra eles, tudo se permite. Dizem amar e defender a democracia.
E a amam e defendem tanto que até o para-choque vira meio de luta. v=iIZNACRKtvk O post O para-choque janonista apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
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