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    O que está em jogo nas Midterms? Professor avalia as eleições
    CNN Brasil·03 de nov., 22:04

    O que está em jogo nas Midterms? Professor avalia as eleições

    As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms, concentram as atenções do cenário político nesta terça-feira (3). Em entrevista à correspondente da CNN Mariana Janjácomo, em Washington, o professor de História dos Estados Unidos da Temple University, Lucas de Souza Martins, analisou os possíveis desdobramentos do pleito e destacou que, embora eleições anteriores ofereçam referências para compreender o momento atual, não há um caminho previsível para o resultado. Janjácomo apresentou a comparação feita por alguns analistas entre as midterms deste ano e as eleições de 2010.

    Na ocasião, durante o governo de Barack Obama, o Partido Republicano, então na oposição, conquistou 63 cadeiras na Câmara dos Representantes e cerca de 700 cargos estaduais. Para esses analistas, o cenário atual poderia representar um movimento semelhante, mas em sentido inverso, com os democratas ganhando força diante do governo. Martins ponderou, no entanto, que os paralelos históricos devem ser vistos como referências, e não como previsões.

    “As ondas vermelhas, as ondas que são também do Partido Democrata, elas são muito comuns na história dos Estados Unidos e os paralelos estão aí para servir como uma espécie de guia para cada um de nós”, afirmou. Leia Mais Democratas lideram pesquisas, mas não tem um rosto, diz especialista Republicanos e democratas disputam o próprio futuro nas Midterms Análise: Por que Trump foca campanha para Midterms em estados republicanos Como exemplo, o professor lembrou as eleições de 2006, quando, durante o governo de George W. Bush, os republicanos perderam o controle das duas casas do Congresso.

    Dois anos depois, o democrata Barack Obama venceu a disputa presidencial. Para Martins, a sequência demonstra que uma derrota nas eleições de meio de mandato não determina necessariamente o resultado da eleição seguinte. “Não há uma definição concreta.

    A história mostra que os caminhos deste eleitorado podem ir para absolutamente qualquer lado”, destacou. Governabilidade de Trump e o papel do Congresso Caso os democratas conquistem a maioria na Câmara dos Representantes e, possivelmente, no Senado, a dinâmica de poder em Washington deverá mudar de forma significativa. Lucas de Souza Martins explicou que, historicamente, o Congresso americano detém prerrogativas mais amplas do que o presidente, embora Donald Trump tenha optado por impor sua vontade a despeito dessa estrutura.

    “Donald Trump optou por uma posição diferente de impor sua vontade a despeito do Congresso, e ele tem sido, pelo menos até aqui, muito bem-sucedido em manter os seus aliados republicanos mais fiéis com relação a essas posturas”, disse o professor. Com uma eventual maioria democrata , esse quadro tenderia a se alterar. Segundo o professor, os democratas passariam a ter mais instrumentos para fiscalizar o governo, por meio dos comitês do Capitólio, que permitem investigações, apurações sobre escândalos e análise de posições comerciais e tarifárias.

    “Os democratas terão mais elementos para oferecer e também cobrar deste governo mais respostas do que necessariamente possuem neste momento”, afirmou Lucas de Souza Martins. Brasil no centro das disputas internas americanas A questão das tarifas comerciais e da política externa também foi abordada na entrevista, com atenção especial ao impacto sobre o Brasil. O professor destacou que temas como custo de vida, inflação e política externa — incluindo a guerra no Irã, acordos com a Rússia e tensões comerciais — são os principais motivadores do voto da oposição nas midterms.

    “Tudo isso como implica no consumo interno, na questão da inflação, tudo isso é o que motiva hoje o eleitor a votar, possivelmente, na oposição nestas eleições de meio de mandato”, explicou. Nesse contexto, Lucas de Souza Martins avaliou que o Brasil tende a ganhar relevância nas discussões políticas internas dos Estados Unidos. D.

    Vance, e atacar a política externa americana — incluindo as relações com o Brasil — seria uma estratégia dos democratas visando a corrida presidencial. “O Brasil aparece como um dos pontos de maior tensão e contenção com relação à relação com Washington, e naturalmente os democratas articulados para atacar Marco Rubio e a política externa de Donald Trump atacarão também aquilo que se faz no Brasil”, concluiu o professor. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação.

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