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    O que foi a Epidemia da Dança de 1518, evento bizarro que manteve centenas de pessoas dançando por semanas em cidade francesa
    CNN Brasil·20 de set., 20:42

    O que foi a Epidemia da Dança de 1518, evento bizarro que manteve centenas de pessoas dançando por semanas em cidade francesa

    A expressão “dançar até cair” remete a um estado de êxtase após curtir uma festa, um show ou um momento que envolva música. Mas o termo também se relaciona com a epidemia da dança , um episódio bizarro que ocorreu na Europa há mais de 500 anos. Em 1518, o evento deixou centenas de pessoas da cidade francesa de Estrasburgo em um estado de mania.

    Todos dançaram incontrolavelmente e aparentemente contra a própria vontade por cerca de dois meses. Pai e filha adaptam rotina para cuidar de mãe em recuperação de AVC e web incentiva com mensagens de apoio "O pior cão de guarda": câmera de segurança flagra reação hilária de golden retriever ao ver ladrão invadindo casa Como tirar cola de etiqueta de potes de vidro usando apenas o que você tem na cozinha   Como a epidemia começou? Em julho daquele ano, uma mulher registrada como Frau Troffea, segundo a enciclopédia Britannica, saiu às ruas e dançou até desmaiar de exaustão.

    Após descansar, ela retornou à atividade frenética e compulsiva. O comportamento anormal continuou por dias, afetando mais de 30 pessoas da cidade. As autoridades ficaram alarmadas com o número cada vez maior de dançarinos.

    Os líderes cívicos e religiosos até teorizaram que mais dança seria a solução e, assim, providenciaram salões para os dançarinos se reunirem, músicos para acompanhar a dança e dançarinos profissionais para ajudar os afetados. Mas isso só espalhou o contágio, e outras 400 pessoas foram eventualmente consumidas pela compulsão da dança. Várias delas morreram devido ao esforço.

    Em setembro, a mania começou a diminuir. Qual foi o motivo por trás da epidemia? Por mais que não exista uma definição clara e comprovada do que realmente aconteceu, estudos contemporâneos sugerem possessão demoníaca e sangue superaquecido.

    Pessoas que investigaram o caso no século XX também sugeriram que os afetados poderiam ter consumido pão com farinha de centeio contaminada com o fungo ergot, que cresce dentro dos grãos e causa convulsões. A teoria mais aceita foi a do historiador e médico americano John Waller, que expôs em artigos as razões para acreditar que a epidemia era um transtorno psicogênico coletivo, fenômeno em que um grupo de pessoas apresenta sintomas semelhantes derivados de uma causa em comum, como estresse extremo. Waller também considerou a presença de doenças, como varíola e sífilis, como os principais fatores de estresse que afetavam os moradores de Estrasburgo.

    O médico afirmou que havia uma crença local de que aqueles que não conseguissem apaziguar São Vito, padroeiro dos atores, comediantes e dançarinos, seriam amaldiçoados e forçados a dançar. Hantavírus: diferenças entre surto, endemia, epidemia e pandemia ]]>

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