O Santander Brasil Vê Cenário Macro Desafiador, com Foco em Melhorar a Rentabilidade, Diz CEO
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. O presidente-executivo do Santander Brasil, Gilson Finkelsztain, afirmou nesta quarta-feira que o banco trabalhará para melhorar a rentabilidade, diante de um cenário macroeconômico ainda desafiador, marcado por nível elevado de juros. “O banco já avançou na direção de uma carteira com clientes de melhor qualidade e de uma relação melhor, mais equilibrada entre risco, retorno e uso de capital.
Esse movimento permanece como parte central da nossa estratégia”, afirmou o executivo em videoconferência com analistas sobre o balanço divulgado mais cedo, a primeira desde que tomou posse como CEO em julho. “Principalidade, transacionalidade e melhoria da composição do balanço permanecem como pilares da estratégia do banco. O próximo passo, obviamente, é converter essa base em uma recuperação gradual e sustentável da rentabilidade, com muita consistência na execução”, afirmou.
O Santander Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 2,89 bilhões no terceiro trimestre, queda de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) do banco ficou em 11,9%, queda de 5,6 pontos percentuais ano a ano e 0,6 ponto na base trimestral. No Bolsa Paulista, por volta das 12h25, as Units do Banco recuavam 5%, em preço negativo para o setor financeiro como um todo. O Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, caiu quase 3%.
Executivos do banco enfatizaram na conferência que o aumento de provisões no terceiro trimestre foi afetado por casos específicos de clientes corporativos e que veem instabilidade excluindo esses eventos. “Assim como no período anterior, o trimestre foi impactado por casos específicos no atacado, que totalizaram aproximadamente R$ 500 milhões”, afirmou o diretor financeiro do banco, Carlos Ignacio Muñiz Gonzalez Blanch. “Excluindo os efeitos pontuais dos dois trimestres, observamos estabilidade da inadimplência recorrente”, afirmou.
A administração também chamou a atenção para uma melhoria na inadimplência de curto prazo, mas ressaltou que os juros elevados na economia continuam sendo motivo de preocupação, principalmente para pequenas e médias empresas (PMEs) e o agronegócio nos próximos trimestres. De acordo com os executivos, o processo de redução de risco da carteira deve continuar pressionando os spreads no curto prazo, uma vez que na alta renda, um dos focos do banco, é “muito mais baixo” do que na baixa renda, mas ainda há expectativa de crescimento da receita líquida de juros (NII) em 2027. “Estou otimista para o crescimento do NII para 2027”, afirmou o CFO.
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