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    Odebrecht é escolhida para construir ferrovia estratégica na África
    InvestNews·27 de out., 19:14

    Odebrecht é escolhida para construir ferrovia estratégica na África

    A brasileira Odebrecht e a italiana Webuild estão entre as empresas escolhidas para negociar a construção de trechos do Corredor do Lobito, uma ferrovia de 830 quilômetros que vai facilitar o transporte de cobre e cobalto da África Central até a costa de Angola, de onde os minerais poderão ser exportados por navios. A Africa Finance Corp (AFC), instituição responsável pelo desenvolvimento do trecho que passa pela Zâmbia, selecionou os grupos que terão preferência na disputa pelos contratos. As negociações devem começar no próximo mês, com previsão de conclusão dos acordos em oito a 12 semanas.

    A Webuild, a portuguesa Mota-Engil e a turca IC Ictas negociam a construção do trecho entre Chingola, na Zâmbia, e a fronteira com Angola. Já a Mota-Engil e a Odebrecht, empresa controlada pela Novonor, negociam as obras entre a fronteira e Luacano, em Angola. 739 quilômetros no total, ligando a cidade de Kolwezi, na República Democrática do Congo, ao porto de Lobito, em Angola.

    O projeto tem apoio financeiro dos Estados Unidos e é considerado parte da estratégia americana para reduzir a dependência da China no acesso a minerais essenciais para a transição energética. Samaila Zubairu. Foto: Leon Sadiki/Bloomberg A nova ferrovia deve diminuir o tempo e o custo do transporte desses recursos até os mercados ocidentais.

    Atualmente, a China tem forte presença na cadeia de produção e no processamento de minerais extraídos na África. “Este é um passo significativo para a concretização do projeto”, afirmou Samaila Zubairu, presidente-executivo da AFC, em entrevista. Segundo ele, a previsão é iniciar as obras em seis a oito meses.

    Zubairu não revelou o valor dos contratos. Além de facilitar as exportações, a ferrovia poderá estimular a economia das regiões por onde passar, com o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos minerais e o incentivo à produção agrícola, segundo a AFC. “O que queremos é construir infraestrutura que sustente o crescimento da produção africana”, disse Zubairu.

    A instituição pretende ampliar as conexões entre os produtores e consumidores africanos e os mercados internacionais. A República Democrática do Congo e a Zâmbia são os maiores produtores de cobre da África. O Congo também é o maior fornecedor mundial de cobalto, mineral utilizado na fabricação de baterias.

    A Mota-Engil também participa dos consórcios responsáveis pela construção de outros trechos do Corredor do Lobito. ]]>

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