Operação mira canal de drogas do Comando Vermelho em quatro estados
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Icarus para desarticular um dos principais canais de fornecimento de drogas do CV (Comando Vermelho) . A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. Até o momento, seis pessoas foram presas, entre elas Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como “Boss” , apontado como principal alvo da investigação.
Segundo a polícia, ele seria responsável pelo fornecimento de entorpecentes e a articulação do abastecimento de comunidades ligadas à facção. A investigação também aponta que ele negociava cargas, fretes e pagamentos e coordenava operadores responsáveis pela logística. Leia Mais CV e PCC como “terroristas”: conheça os chefões do crime no Brasil 'Jetta', braço direito de Doca, é preso em operação contra o CV no Rio Polícia tenta prender dezenas de integrantes do CV em operação no Rio A apuração teve início após a apreensão de anotações atribuídas a Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, conhecido como “My Thor” , apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho .
Nos registros, os investigadores identificaram anotações relacionadas à contabilidade do tráfico , incluindo pagamentos feitos por “My Thor” a uma pessoa identificada como “Boss”. A partir das diligências, a polícia identificou uma estrutura com divisão de tarefas entre lideranças, operadores logísticos, transportadores, responsáveis por cobranças e recolhimento de valores e pessoas interpostas. Duas grandes apreensões realizadas em 2024 foram relacionadas pela investigação à estrutura atribuída ao grupo.
Em 2 de fevereiro daquele ano, p oliciais apreenderam 715,7 quilos de cocaína e maconha em Guarulhos, na Grande São Paulo. Em 31 de maio, foram encontrados outros 73,8 quilos de cocaína em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As duas apreensões somam 789,5 quilos de drogas .
Para os investigadores, as cargas faziam parte da mesma dinâmica de transporte interestadual de entorpecentes. A investigação identificou ainda o uso de empresas dos setores de transporte e logística que, segundo a polícia, teriam sido utilizadas para ocultar e viabilizar o envio de drogas entre São Paulo e Rio de Janeiro. No braço financeiro, foram identificadas movimentações consideradas atípicas envolvendo investigados e empresas possivelmente utilizadas para ocultar ou dissimular valores .
597 em um curto período, conforme os dados reunidos na investigação. Além dos mandados de prisão, os agentes cumprem ordens de busca e apreensão para recolher aparelhos eletrônicos, documentos, valores, veículos e outros materiais que possam contribuir para o avanço da apuração. A operação é realizada pelo SIC/CGPOL (Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral) e pela SSINTE (Subsecretaria de Inteligência).
A ação tem apoio do DGPE (Departamento-Geral de Polícia Especializada), do Ministério Público, da Corregedoria da Polícia Militar, da Polícia Penal e das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. Operação no RJ investiga ligação de CV e PCC com a Al-Qaeda *Sob supervisão de Carolina Figueiredo ]]>
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